É só mais um bocadinho!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Próximo espectáculo marcado - Benedita

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Rosa, Esperança em Estarreja

Não percam!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Projecto Luz e Movimento Partilha no jornal Destak

domingo, janeiro 23, 2011

Cancro: o êxito das terapias alternativas

A maioria dos doentes internados na Unidade Hemato-oncologia do Hospital S. João que integraram um projecto de investigação sobre o impacto da terapia de Reiki demonstraram «uma diminuição do sofrimento associado à ansiedade e à dor», escreve a Lusa.

Em declarações à Lusa, Fátima Ferreira, hematologista no Hospital de S. João, Porto, e presidente da Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma, explicou que os doentes que se submeteram a esta terapia complementar conseguiram «ultrapassar melhor do que os outros os aspectos quer fisiológicos, quer psíquicos da situação em si».

Fátima Ferreira falava à Lusa a propósito de uma mesa redonda que se realiza na terça-feira na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto para analisar o «Contributo da medicina holística no tratamento dos doentes hemato-oncológicos ¿ Reiki, uma resposta credível».

A introdução ao tema ¿ «Mente sã em corpo são» ¿ será efetuada pela hematologista Fátima Ferreira, a que se seguirá a intervenção da enfermeira e Mestre Reiki Maria Zilda Alarcão que abordará «O Impacto da Terapia de Reiki na qualidade de vida dos Doentes hemato-oncológicos», que serviu de base ao projecto de investigação que liderou.

No estudo participaram 100 doentes, metade dos quais foram submetidos àquela terapia complementar.

«A minha vivência como terapeuta de Reiki permitiu alicerçar o desejo de que este projeto fosse dirigido a um grupo de doentes específico, representativo da minha experiência profissional, como enfermeira, pelo que optei pela Unidade de Hemato-Oncológica do Hospital de S.João», disse a responsável pela investigação.

A enfermeira pretendia perceber como o Reiki poderá ajudar, de forma holística, «a minorar o sofrimento destes doentes nas suas vertentes mais significativas».

Destas, salientou «o sofrimento, considerando o sentido mais amplo do termo, a ansiedade, a dor, as alterações da auto-imagem e os efeitos colaterais dos tratamentos como a quimioterapia».

A hematologista Fátima Ferreira referiu ainda estudos feitos em animais que mostram que «os ratos com cancro submetidos a Reiki também têm uma melhoria da imunidade celular».

«Há por isso algumas evidências científicas experimentais que nos dizem que o Reiki pode ser benéfico. Tudo isto ainda não está 100 por cento experimentado, mas há evidências nesse sentido e há o testemunho dos doentes», acrescentou.

Reiki é uma designação japonesa que significa «Energia Vital Universal» e que se caracteriza por ser um sistema natural de captação e transmissão dessa energia. O terapeuta, através das suas mãos, promove «uma limpeza profunda celular e restabelece - em cada ser humano - os seus níveis energéticos, em todas as vertentes», explicou Zilda Alarcão.

O terapeuta, ao permitir que a energia flua no ser humano irá permitir diminuir a ansiedade, o sofrimento, a dor, a fadiga e todos os estados de dependência física. Favorece os sentimentos positivos, o sono e repouso, a concentração e aprendizagem e valoriza a auto-estima, acrescentou.

(PortugalDiário online - http://diario.iol.pt/sociedade/saude-cancro-reiki-doentes-dor-tvi24/1227742-4071.html )

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Culpa

Quando a Nicha adoeceu, coloquei, no meu blog, o símbolo da luta contra o cancro do pulmão e a frase: ninguém merece ter cancro do pulmão. Esta frase fazia parte de uma campanha internacional sobre esta patologia e, para mim, nessa altura, fez todo o sentido.

Pelo que me foi dado ver (e partilhar, e sentir, e viver), de facto, aquele nível de sofrimento ninguém o merece. Mas, acho que não entendi verdadeiramente o alcance da frase. Ou melhor, não apanhei o outro significado que aquele “slogan” também encerrava.

Não sei se acontece convosco, mas a altura do duche é extremamente criativa. Para mim, é! Quando andava a estudar, era lá que resolvia aqueles exercícios mais complexos e que não tinha conseguido resolver até aí. Quando alguma coisa me chateia e não estou a ver como solucionar, vou tomar duche e a solução aparece. Ou, pelo menos, aparece uma sensação de paz relativamente ao facto de haver coisas sem solução. O que já é muito bom. Há, mesmo, coisas que não podemos resolver.

Esta conversa todo é para dizer que, hoje ao tomar o duche matinal, e apesar da hora ser imprópria para qualquer tipo de raciocínio (mesmo o mais elementar pensamento ainda se encontra congelado às 6h da manhã), consegui perceber um pouco mais do que está associado ao cancro do pulmão, a esta frase e a uma série de pressupostos que repetimos, talvez sem os analisarmos em profundidade.

Coincidência (Ou não. Possivelmente até não), os últimos contactos para solicitar apoio ao Projecto Luz têm surgido de doentes com linfomas ou cancro de pulmão. No caso dos pedidos de cancro do pulmão, esse apoio foi solicitado, maioritariamente, por familiares, o que também é significativo. E uma das questões que é sempre levantada pelos familiares (reflexo das questões levantadas pelo próprio) é a situação do tabaco e o que fazer com isso.

Verifiquei que os familiares fazem do fumar um cavalo de batalha. Todos são peremptórios em afirmar que o doente TEM que deixar de fumar. E não adianta muito dizer-lhes que, nesta fase, isso não faz grande diferença. Quer o argumento seja “o doente precisa de toda a sua energia para fazer face aos tratamentos que se seguem e não a pode desperdiçar numa batalha tão dura como o deixar de fumar”, quer o argumento seja “nesta altura, (já) não faz qualquer diferença se fuma ou não. Se deixar de fumar, não vai curar ou melhorar o seu estado”, a verdade é que os familiares acham que o cancro foi provocado pelo tabaco e desaparecerá se o tabaco também desaparecer. Isto tem implícito, embora inconsciente, um outro raciocínio.

Por outro lado, os doentes com esta patologia são muito renitentes em pedir e/ou aceitar qualquer ajuda. É como se sentissem que não a merecem... E quando se coloca a questão do tabaco, reagem muito mal. Ou “eu é que sei e ninguém me pode obrigar a deixar de fumar”, ou “não vale a pena preocupar-me; tenho o que andei a plantar ao longo dos anos”. Mas sempre com um sentimento de culpa associado ao fumo. E é aqui que a dimensão daquela frase se revela: ninguém merece ter cancro de pulmão. Ninguém merece ter cancro do pulmão, seja ou não fumador. Porque a culpa não deve fazer parte desta equação! Isto não invalida o conhecimento dos números e o papel decisivo que o tabaco tem nos casos de cancro nos pulmões.

Tenho batalhado muito com esta questão da culpa. E, se se lembrarem dos meus comentários a vários posts, verão que ando sempre com esta preocupação.

A culpa é insidiosa e matreira. Instala-se e põe-nos a funcionar a níveis estúpidos e sem darmos conta. E é de tal modo insidiosa e matreira, que até quando temos atitudes positivas ela pode estar (e, muitas vezes, está) presente.

Ora digam-me lá qual o raciocínio de fundo que está presente quando se diz: Não te podes ir abaixo. Pensamento positivo é meia cura”. Eu sei o poder da fé, mas estamos aqui a falar de outra coisa: estamos a falar de emoções. E então se ela se for abaixo? Não se cura? Uma coisa depende da outra? Qual é o sentimento que permeia estas duas situações? A culpa. Não se curou porque não teve força suficiente para manter as emoções em alta e estar sempre em cima com pensamento positivo.

Reparem, eu faço do pensamento positivo uma filosofia de vida. Pertenço ao grupo dos que vêem sempre o copo meio cheio em vez de meio vazio. E aplico isso a todas as circunstâncias da minha vida. Mas isso altera, positivamente, a forma como eu vivo as situações. Não condiciona os resultados de uma batalha como esta. Ajuda a vivê-la melhor, ajuda quem está ao nosso lado, mas criar o paradigma de que, para me curar, tenho que estar permanentemente em alta, fazendo orelhas surdas às mais variadas emoções que me assolam, é contribuir para incluir a culpa numa equação já de si tão pesada. As emoções são para se viverem. As dores são para doerem. As lágrimas são para se chorarem. Tal como o riso é para ser rido, a alegria para ser vivida e o cancro para ser combatido. Porque ninguém o merece. Não o merece quem desiste de lutar, não o merece quem não consegue vislumbrar o bem que persiste numa situação de doença, nem o merece quem, conscientemente ou não, se inundou de todos os factores de risco à sua volta. Porque não é só o tabaco que é responsável pelo cancro do pulmão. A gordurinha que ingerimos é responsável pelo cancro de mama. A carninha dos churrascos é responsável pelo cancro do estômago e dos intestinos. E por aí fora...

Em síntese: ninguém merece ter cancro e a culpa não deve fazer parte desta equação! A responsabilidade pela sua vida é outra coisa... e isso é que nos faz optar por uma vida saudável ou não.

(este texto está um bocado atabalhoado, mas já ando nesta luta há muito e já vi muita gente sentir-se culpada por não ser perfeita...)

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Cefalópodes...

Alguém sabe explicar a diferença entre lulas e potas? Eu não sei, mas a minha barriga sabe muito bem. Gosta de lulas, mas vomita sempre que come potas. Como hoje... A ementa dizia "lulas recheadas", mas a minha barriga garante que eram "potas recheadas". E, a julgar pelo volume do que deitei fora, eram potas...!

sábado, janeiro 08, 2011

Escola de Heróis

A Escola de Heróis é uma lendária escola que, como o nome indica, forma e treina os futuros Heróis, Príncipes, Princesas e Fadas que tanta falta fazem ao nosso mundo.
Neste ano lectivo, três pequenos aspirantes a Heróis terão a difícil tarefa de salvar a Natureza das mãos de uma maléfica Branca de Neve enfeitiçada por uma cruel Maçã.
Através desse feitiço, a conhecida e doce Branca de Neve ficou transformada numa criatura odiosa, ...cujo único objectivo é destruir toda a Natureza do Planeta Terra para edificar, em seu lugar, a Branca de Neve Corporation.
Mas será ela invencível? Poderão os três aspirantes a novos Heróis, impedir a Branca de Neve de realizar o seu projecto maléfico?...
Um espectáculo musical, onde a Magia, o Romance e a Música não podiam faltar.
Queres ser um Herói? Junta-te à Escola de Heróis!

Este é o espectáculo, no Teatro Independente de Oeiras, onde eu fui, hoje, com a minha Afilhada Ângela. Programa de gajas!

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Condição de admissão: andar espantado de existir

“Encontrei (...) o conforto de entender que não é cobardia aceitar a derrota de alguns sonhos e reconstruir o mundo, em função de uma realidade bem diferente desses sonhos.”.

Quem me dera esse conforto! Ao ler esta frase no livro - Banquete de textos - da Madalena (Parabéns pelo teu aniversário!), fui bruscamente recambiada para os meus dezoito/dezanove anos e percebi que ainda não mo tinha concedido (esse tal conforto).

Quando éramos crianças, normalmente na altura de entrarmos para a escola primária, todos nos perguntavam: Então, o que queres ser quando fores grande? Pena que a nossa tenra idade e consequente raciocínio não nos deixasse responder à letra: Porquê? Por acaso, tu és aquilo que querias ser? Perguntas por curiosidade ou por inveja? Por eu ainda ter um mundo inteiro de possibilidades e tu só teres a tua dura realidade limitada? Claro que isto era eu a querer ser hoje a criança de então... E ainda por cima, mal-educada!

Obviamente que, quando a visada pela pergunta idiota era eu, a minha resposta era bem mais simples: médica! Muitos miúdos diziam várias coisas conforme a fase em que estavam, a série de televisão preferida ou o último “herói” comentado à mesa do jantar. E de bombeiros a professores, passando por médicos, polícias (Os polícias tinham imensa saída! Santa inocência! Nem dinheiro têm para mandar lavar os carros...), bailarinas e relojoeiros, encontrava-se de tudo na mesma criancinha... Mas comigo não!

Eu sempre disse que queria ser médica. Não tive bonecas (Mentira, tive uma, mas não brinquei com ela. Ainda hoje existe impecável na sua constituição aborrachada...) e não brinquei às casinhas. Subi a poucas árvores e em todas as subidas rasguei os joelhos. Nunca andei de bicicleta até aos quarenta e tal anos, excepto numa tentativa frustrada e frustrante aí pelos quinze. Altura em que a vergonha pesava bem mais do que aos quarenta... Enfim, não fiz nada dessas típicas coisas infantis. Lia, lia muito, lia tudo o que apanhava, até os livros proibidos que estavam na parte oculta da estante. E brincava com seringas e agulhas a sério. Acreditem, não resulta muito bem dar injecções em batatas. Se quiserem experimentar, utilizem laranjas ou limões. É muito mais eficaz! Não havia seringas de plástico; aquilo era mesmo à séria: com seringas de vidro. E que dizer daquelas caixas metálicas onde as seringas e as agulhas eram guardadas?! Uma pequena pérola!

Eu também tinha acesso a algodão, álcool, comprimidos e diversos frascos (todos de vidro!). Segurança infantil, portanto... Lembram-se das mesas de cozinha que tinham um tampo de mármore e, por baixo, tinham outro tampo, normalmente de madeira, o que fazia com que tivessem duas superfícies: uma para comer e outra para guardar, sei lá, caixas com bolachas (as bolachas eram vendidas ao quilo e mantidas em latas giríssimas) ou até a caixa da costura? Pois que melhor hospital podia haver do que essa mesa?! Aquilo dava para ter dois doentes em simultâneo e despachar injecções em baixo e depois em cima sem ter que fazer grandes percursos...

Portanto, eu nunca quis ser outra coisa que não médica. Disse isso quando fui para a escola primária, disse isso quando entrei no ciclo, disse isso quando fui para o liceu e ainda ia a dizer isso quando entrei na Faculdade de Medicina... Fui muito coerente!

Nessa mesma faculdade andei, teimosamente, durante um semestre. Não por não ser o meu local (a minha praia, como se diz agora), mas por não ter condições para lá ficar. Falta de condições que todos, também teimosamente, me diziam que eu não tinha. O meu pai partiu quando eu tinha 16 anos, deixando-nos (a mim e à minha mãe) com a difícil tarefa de sobreviver sem os recursos financeiros para tal. Mais ou menos. Herdei um emprego, numa altura em que os empregadores ainda achavam que era sua obrigação garantir que os filhos dos seus empregados não passariam privações depois do progenitor partir (abençoados!). Comecei cedo a garantir que o sistema de segurança social tinha como prover às suas responsabilidades futuras (Se entrou em colapso, juro, não foi por minha causa. Eu contribuí desde 1978).

Todos me diziam que não iria conseguir tirar o curso de Medicina a trabalhar a tempo inteiro. Tinham razão, claro, mas dos sonhos não se desiste assim com tanta facilidade. Eu tentei, tentei muito, mas não consegui. E tive um longo caminho a percorrer até conseguir viver (bem) sem esse sonho. Substitui-o. Dei aulas durante muito tempo e encontrei, nessas horas a tentar que os outros soubessem o mesmo que eu, algum conforto. Afinal, estava a fazer alguma coisa boa pelos outros. Não era a dar-lhes saúde, mas era a dar-lhes conhecimentos e ferramentas para crescerem. Já era qualquer coisa. Depois, cheguei a chefe e, também assim, achei que podia fazer algo parecido com a entrega que imaginava ser a de um médico pelos doentes. Depois, adoeci e fundei o Projecto Luz para ajudar outros doentes.

Assim, fui substituindo o que não fiz por aquilo que fui fazendo.

Mas lá no fundo, sempre achei que podia ter sido mais teimosa. Que podia ter lutado mais e que podia ter aceite as ajudas – porque elas existiram – que me foram oferecidas. Mas além de teimosa, também era orgulhosa. Achei que, tudo o que conseguisse, havia de ser sozinha e pelo meu esforço. Orgulhosamente só, como o outro. E, tal como o outro, também caí da “cadeira”... bati com a cabeça no chão e nas paredes...

No entanto, para mim, isso já era um assunto resolvido e bem trabalhado interiormente, até ler a frase da Madalena: Encontrei (...) o conforto de entender que não é cobardia aceitar a derrota de alguns sonhos e reconstruir o mundo, em função de uma realidade bem diferente desses sonhos. O baque que senti no coração fez-me suspeitar que, afinal, não estava ainda resolvido. E este texto que escrevi agora mostrou-me que, se calhar, até já está...

sábado, janeiro 01, 2011

Um feliz recomeço para todos nós



Meu Deus, como isto é maravilhoso!