É só mais um bocadinho!

sexta-feira, junho 25, 2010

Nada a assinalar nas imediações deste estabelecimento

Gentes,

Não tenho alimentado muito aqui o meu bloguito, mas o tempo não é nenhum e devo dar descanso aos meus pulsos.
Tal como diz o título, não há nada a assinalar nas imediações deste estabelecimento! Para quem possa ter alguma curiosidade em relação à frase, devo dizer que é muito usada num magnífico livro que acabei de ler hoje: a Mentira, de Enrique de Hériz.
Fala de como a nossa vida é uma ficção construída através do que nos vão dizendo que somos, de quem nós dizemos que somos e do que nos dizem que é a nossa família. Sobre o passado, sobre a credulidade, as relações humanas e as mentiras, sobre ritos e mitos, sobre o tecido emocional e sentimental de que somos feitos.

Uma frase que me tocou muito foi: Somos família. Barcos do mesmo estaleiro. Pode aplicar-se a este grupo, unido inicialmente por uma doença, e na realidade unido pela vida. Tudo barcos do mesmo estaleiro...

Com isto tudo, eu queria dizer qualquer coisa, mas já me esqueci...

domingo, junho 20, 2010

Quando um homem sonha...


Acham possível que os fotógrafos mais conceituados do país concordassem em fotografar umas quantas matrafonas e respectivos emplastros?! Não, pois não??? SIM!
Ontem, foi dado o primeiro passo para mais um sonho. Não vou contar nada e só mostro uma foto porque não faz parte do trabalho final... Hehehehe

quarta-feira, junho 16, 2010

Faits-divers

Tivemos 3 dias de férias... Mais ou menos. Todos os dias caminhei para a fisioterapia e não fomos a lado nenhum. Foram uns dias só para descansar mesmo.
A dita fisioterapia está a dar frutos no que diz respeito ao linfedema. O braço e mão esquerdos já estão muito menos inchados e a coisa parece bem encaminhada.
Quanto ao pulso direito (o da sofisticadíssima tenossinovite), a coisa vai mais ou menos. Quando saio de lá, venho francamente aliviada, mas no dia seguinte já tenho dores outra vez. Espero que as 12 sessões acabem por fazer efeito.
De leituras durante a sessão, nicles... Não dá. Mas dá para umas belas sonecas enquanto estou ligada à máquina de pressoterapia - 45 minutos.
E, por agora, não há mais novidades. Back to work... :o(

quarta-feira, junho 09, 2010

Tenossinovite, once again...

Pois, não tenho dado muitas novidades dos meus braços, mas não há novidades para dar. Ou seja, continuam mal - coitadinhos... :o(
Ontem, fui a uma consulta de Fisiatria e já tenho a sentença: 12 sessões (para começar e ver os resultados) de fisioterapia, divididas em dois objectivos:
  1. Fisioterapia para o braço direito - combate à tenossinovite;
  2. Fisioterapia para o braço esquerdo - combate ao edema que se formou por eu ser estúpida e ter usado um pulso elástico no braço em que fiz o esvaziamento axilar (fica como aviso às meninas na mesma situação...).
O problema da coisa é que serão 2 horas diárias de terapia... Até me arrepiei! Eu não tenho 2 horas livres para andar nisto... Mas tem que ser e não há como não ir. Já tenho dificuldade em fazer montes de coisas; ando sempre cheias de dores, uso um artefacto que parece um instrumento de tortura para não mexer o pulso e a coisa está com tendência para piorar.
Eu gosto de ver os aspectos positivos acima dos negativos e já descobri um de grande valor: Vou ter mais 2 horas para ler!

segunda-feira, junho 07, 2010

Coisas esquisitas...

Começando na sexta-feira, tinha uma reunião importante na Encarnação, Mafra, e saí com tempo de chegar a horas. Apanhei a A8, saí para a A21 e continuei pela Estrada Nacional, tal como me tinham explicado. Oh que falta me fizeste, Catarina!!!! Fui até Torres Vedras (!!!) e voltei para trás. Continuei à procura da rotunda que tinha a saída para S. Pedro da Cadeira, mas nem cadeira nem banco... Desisti. Telefonei a desmarcar a reunião e fugi pela auto-estrada antes que ela fugisse também.
Entrei na A21, segui para a A8, A9, A16... Enfim, ele foi muita auto-estrada... E quando passei na última portagem, reparei que o sinal estava amarelo. De repente, tomei consciência de que aquele carro não tem identificador no vidro... E eu passei em todas as Vias-verde...! Pois! Agora é aguardar pelas multas... Tranquilamente.

Seguindo para sábado... Depois de visitar uma senhora que ando a acompanhar no âmbito do Projecto, resolvemos ir tomar um café e liguei ao Zé e à Paula para combinarmos um jantarinho a quatro. Olá, querem ir jantar a qualquer lado? Sim, podiam vir jantar connosco. Ok, onde estão? Estamos em Ovar com a Cinda... Oops... Não temos pijama, nem escova de dentes... Temos que ir a casa buscar. Não jantem sem nós.
E não é que fizémos quase 300Km para irmos jantar com aquele trio de gente doida?! Chegámos aí pelas oito e meia e comemos um peixinho maravilhoso no Furadouro.
Havia a Feira do Doce e a Festa da Flor. 2 em 1... Ficámos no Acqua Hotel, já nosso conhecido.
Correu tudo muito bem até que me comecei a sentir mal no domingo de manhã. Comecei por pensar que estava com uma infecção urinária. Depois, percebi que afinal era capaz de não ser... Não foi. Depois, fiquei muito mal disposta, cheia de frio, com dores no corpo todo, uma pressão no peito. Parecia que tinha sido atropelada por um camião... Quase que não me aguentava em pé. Tive que estragar o almoço ao resto do pessoal e fazê-los voltar do Castelo de Santa Maria da Feira para Ovar para nos enfiarmos no carro e vir para baixo. Cheguei a casa, enfiei-me na cama com a roupa que trazia da rua e dormi. Acordei, bebi um chá e voltei para a cama.
Não sei o que aconteceu. Hoje, estou melhor, mas ainda me sinto muito em baixo.

quarta-feira, junho 02, 2010

Zapping

A semana não tem sido fácil… Hoje, só me apetecia esparramar-me no sofá e estupidificar em frente à televisão. Peguei no comando e fui utilizando o famoso símbolo do nosso alheamento – o zapping. Parei na RTP Memória ao ver o Fernando Tordo. E ali fiquei a ver uma excelente entrevista do Eládio Clímaco a um homem que sempre admirei.

Falaram de muito, de música, deste país (e de outro, mais esperançoso), do Ary (incontornável), dos amigos, da vida. E, em tudo, eu ouvi a palavra “tempo”. O tempo a passar, a vida a acontecer, nós de jovens até hoje. Quem fomos e onde estamos hoje. Os sonhos e as concretizações. O tempo.

Também hoje observei os meus jovens colegas de trabalho (somos muitos e já não conheço a maioria…) e revi-me neles. E vejo-me agora e sinto uma infinita ternura por eles, por quem são, por quem serão, por quem fui e por quem sou. Apeteceu-me dizer-lhes (e agora pego na Memória e no Tordo): Na minha vida tive palmas e fracassos; Fui amargura feita notas e compassos… E apeteceu-me dizer-lhes: mas não faz mal!
Aconteceu-me estar no palco atrás do pano; Tive a promessa de um contrato por um ano…
Não entendi a maior parte dos amores; Só percebi que alguns deixaram muitas dores…
Na minha vida fiz viagens de ida e volta; Fiz de tudo por ser um cavalo à solta…

Original é quem que se origina a si mesmo, que numa sílaba é seta, noutra pasmo ou cataclismo…

O título do post é Zapping, mas podia ser ternura... Ou podia não ser tão atabalhoado... Sei lá! Viver é... complicado, mas... Original é quem é expulso do paraíso por saber compreender o que é o choro e o riso.

terça-feira, junho 01, 2010

Hoje, despedimo-nos do RS. Não o conhecem, mas ele conhecia cada uma de vós e chorava com todas as nossas dores.
Descansa agora.