É só mais um bocadinho!

segunda-feira, abril 05, 2010

Príncipes do Nada - cap. I


Vou contar uma história.

Era uma vez eu. E eu fiz-me madrinha de África. De uma menina (que já conhecem - com um sorriso lindo), da Daulisa. Até aqui, já sabiam. Tive curiosidade de ver onde mora a Daulisa e pesquisei no GoogleMaps - Lar Arco-íris, Gurué, Zambézia, Moçambique. Ok, não fiquei a ver muito: árvores, muitas árvores, alguns telhados e nem um leão para amostra... Mas o Universo tem muitas maneiras de nos mostrar as coisas.

Através do GoogleMaps consegui chegar ao site do próprio Lar. Daí, consegui chegar até ao Vítor.

E aqui é que começa mesmo a história: Era uma vez o Vítor.

"Eu sou o Vitor Barata, um voluntário português que estou a trabalhar aqui em Moçambique com as Irmãs do Lar Arco-Íris desde 2006 e com as Irmãs da CONFHIC desde 2001.

O orfanato Lar Arco-Íris atravessa agora uma fase um pouco crítica, pois, devido à crise económica Mundial, a OXFAM-GB e a Sviluppo-Itália deixaram de apoiar o Lar Arco-Íris, restando apenas a Associação Padrinhos de África.

Sendo assim, as Irmãs responsáveis pelo Lar Arco-Íris, (Ir. Assucena Lucas Zita, Ir. Eugénia e Ir. Adelina), têm lutado por manter o Lar Arco-Íris em funcionamento, socorrendo-se do pouco que conseguem.

Note-se a importância deste orfanato, pois é praticamente a única instituição do género, num grande distrito, o distrito do Gurué, onde a situação de abandono e de orfandade de crianças é enorme e alarmante.

Estas Irmãs são também professoras no ensino primário, externamente ao orfanato. Além do trabalho no orfanato, que fazem gratuitamente, como é o carisma da sua congregação, estas Irmãs dão aulas em duas escolas do Ministério da Educação. Através desse outro trabalho externo são remuneradas com pequenos salários mensais.

Ora, dada a situação de não existirem quaisquer alternativas para financiar a compra de alimentos para as 30 a 40 crianças que acolhem (também gratuitamente, como não poderia deixar de ser, dada a pobreza extrema de onde são oriundas as crianças), dada essa falta de recursos financeiros, as Irmãs professoras, entregam o seu salário pessoal de professoras externas para a compra de alimentos para as crianças que acolhem.".

Num próximo post, vou contar o resto da história e pedir o vosso apoio para este trabalho. mas como é uma história, vai por capítulos...

5 Comments:

Nela, podes contar comigo.
Obrigado pelas tuas mensagens, morro de saudades vossas...devo até dizer que a altura mais feliz para mim foi quando privei convosco...bem hajam!!!

5/4/10 15:23  

Olá Nela vou ficar á espera!
Beijokas

5/4/10 22:47  

Entrei de mansinho em casa alheia, mas o culpado é o Vitor Barata que me "indicou" o caminho.

Também tenho um afilhado, o António, do Lar Arco Iris, um menino doce e lindo. Só desejo poder fazer a diferença na sua vida, continuando a "acompanhá-lo" o mais longe que me seja possível.

Sobre o Vitor e a sua obra, não encontro adjectivos suficientes para descrever a sua generosidade e total entrega pessoal a esta Causa.

Gostaria de poder acompanhar, neste blog, se me fôr permitido, a estória do Vitor, apesar, penso eu, de já a conhecer relativamente bem.

Como mulher e bem conhecedora do problema na origem deste blog, desejo a todas coragem, força e não se deixem "Vencer".

Isabel

13/4/10 15:48  

Isabel, muito obrigada pelo seu comentário. Não só pode, como deve andar por aqui. É muito bem vinda.

Também eu gostaria de ajudar no crescimento da minha afilhada Daulisa.

Quanto ao Vitor, já deu para perceber a sua generosidade.

Um beijinho

13/4/10 15:56  

Obrigada Nela, pela recepção.

É o primeiro blog em que participo, ainda não estou bem dentro das normas, mas vou-me informar e terei todo o gosto em participar naquilo que me fôr possível.

13/4/10 16:17  

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