É só mais um bocadinho!

segunda-feira, agosto 31, 2009

Actualização

O mê home está melhor. Entre o Dulcolax, o Ultra-Levure e o chá da Natty, a coisa tem-se dado. Aos poucos, a barriga vai diminuindo e a balança já assinala uma boa descida. Penso que o pior já terá passado...
Obrigada pelos vossos telefonemas e sms.
Beijinhos

domingo, agosto 30, 2009

Férias - Parte 1

Aqui vai um pequeno resumo da primeira parte das férias.

Finalmente, ao fim de vinte anos, as Mongas conseguiram fazer um programa muito desejado: invadirmos Sendim e podermos estar sem programa, sem horários. Só estar. A Quinta da Capela recebeu-nos e pudemos relaxar, comer e fazer exercício.

Um dos lados da casa...A vista...
As refeições ligeiras...
Depois, rumámos ao norte para Ovar. Chegámos perto do jantar e lá fomos nós para o Furadouro ver aquele mar lindíssimo.

Fomos fazer uma visita guiada à reserva natural de São Jacinto, visitámos Aveiro, a Barra, Costa Nova... Tudo lindo. Já não ía a Aveiro há uns anos e achei uma grande diferença - para melhor!

Reserva Natural de São Jacinto

Aveiro - ForumAveiro ao entardecer

Costa Nova Aveiro - Parque de Sta. Joana

No dia seguinte, o Porto esperava-nos. Finalmente, fiz as pazes com o Porto. Nunca me tinha sentido bem lá e não gostava, sequer, de pssar por lá. Agora, fiquei a adorar aquelas ruas, aqueles edifícios velhos e o ar da Ribeira. Tenho que lá voltar com tempo para visitar mais. O Palácio da Bolsa (não podemos tirar fotos...) é lindíssimo - nunca imaginei.

Café Majestic - Rua de Sta. Catarina
Ribeira

Livraira Lello

sábado, agosto 29, 2009

Diversos

Antes de mais, muitos parabéns para a Carlinha, a Ny e a Lia. Tenham todas umas vidas muito felizes e cheias de sonhos.
Vi os vossos comentários ao post anterior e fiquei, digamos, chocada ao saber que quase todas vós (e até maridos; i.e. Gosma) já estiveram entupidas ao ponto de irem ao hospital. Eu conheço um nome para isso, mas agora nem vou dizer...
Já estamos de volta a casa e o meu "entupido" está um pouco melhor. A viagem não correu mal; conseguiu aguentar. Colocámos o banco para trás e ele veio recostado. Ainda está todo dorido, com dores de cabeça, cheio de cólicas e fraquinho, mas a coisa vai-se dando... se é que me entendem! Obrigada pelas receitas e recomendações de chás. O difícil não é encontrá-los; é convencê-lo a beber... hehehe
Assim que tivermos algumas fotos dos maravilhosos sítios por onde andámos, vou fazer um post sobre isso.

Bom fim de semana.

As melhoras para a Rita Doroteia (nora da Natty), que está a passar uns dias no hopsital de São Sebastião (que eu já conheço...). Tudo a correr bem.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Santa Maria da Feira


Conhecem? E o Hospital de São Sebastião? Conhecem? Eu conheço! Fui lá passar a noite!

Pois é. Depois de um excelente dia a calcorrear o Porto, regressámos a Ovar para nos banquetearmos com um peixinho grelhado como só no Furadouro há. O meu mais-que-tudo não estava muito bem. Muitas dores nas pernas (o que era normal face aos vários quilómetros andados a pé na cidade Invicta). No restaurante do Furadouro estava com a barriga inchada. Após o jantar estava cheio de cólicas e já tivemos que vir a andar devagarinho para não aumentar as dores com o trepidar do carro. Quem é que disse que a noite foi feita para dormir?! Olho arregalado toda a noite com as cólicas a aumentarem e a febre a aparecer. Mau...

Não estava bem deitado, não conseguia estar em pé, não se sentia bem de maneira nenhuma. Às 4 da manhã, lá vamos nós para o Hospital da Feira. Ele entrou logo assim que chegámos. E o resto da noite foi passado na sala de espera a ver o canal de tele-vendas... Até sairmos de lá às 8h30 com radiografia e análises feitas e o diagnóstico de: ar e fezes... Verdadeiramente, um "diagnóstico de merda"... Literalmente. Se não melhorasse, era para voltar lá.

Estava exausto e no mesmo estado em que tinha ido. Conseguiu dormir aí umas 2 horitas, depois de ter posto o que lhe recitaram - quem tem filhos, sabe o que é Babygel... Voltou a repetir a dose e parece que está a ficar um pouquinho melhor. Tomou um pirolito para a febre e já se sente um pouco mais aliviado. O nosso receio é que seja apendicite. Ainda não está fora de questão. Vamos ver...

Era suposto termos ido hoje para Lisboa. Enfim... Já não vai ser. Vamos ver se amanhã está melhor para fazer a viagem ou se volta de charola para Sta. Maria da Feira para lhe tirarem essa excrescência que só dá trabalho.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Notícias

Tal como prometido, um pequeno post para dar notícias da Nicha. Infelizmente, não as que eu gostaria de dar...
Adenocarcinoma do pulmão de células não-pequenas... Na próxima semana, já se saberá o que se segue, que tratamentos, etc.
Também como de costume (parece que a vida nos vai compensando assim) quando temos uma notícia ruim, temos uma boa: o Caden fez exames e está tudo bem.Os próximos serão daqui a 3 meses.
Uma amiga minha que está grávida (gravidez de alto risco) recebeu os resultados da amniocintese e está tudo bem com o seu rapaz. Outra boa notícia.
Continuo nas minhas férias. Depois conto como estão a decorrer.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Happy Birthay, Jen

Just a quick post, here at the deepest of the country, to wish you a very happy day. Kisses and hugs, Sweetie. Sangria today will be in your honor...
Beijinhos a todos aqui do Portugal profundo... quase, quase sem Net!

sexta-feira, agosto 21, 2009

At last...!


Ah pois é!!! Agora sou eu! Vou de férias. Não me macem...

Tentarei ir vendo as novidades, mas não comentarei, claro! Como sabem, estamos aguardando os exames definitivos da Nicha e darei notícias assim que souber.

Fiquem bem e não me aborreçam!

Chau

Nunca é tarde para aprender a lavar as mãos

Estamos perante um compêndio da higiene manual e digital, uma bíblia da desinfecção do carpo e metacarpo
A tão negligenciada literatura de casa de banho acaba de obter o significativo patrocínio do Estado. O recente panfleto que a Direcção-Geral de Saúde espalhou por todas as casas de banho públicas do País é, antes de tudo, inquietante - como toda a boa literatura deve ser. Intitulado "Como lavar as mãos?", o texto começa por ser magistral no modo como manipula a arrogância do leitor para, em primeiro lugar, provocar o riso. Um riso que depressa se torna amargo: em poucos segundos, o mesmo leitor que intimamente escarneceu da intenção de quem se propunha ensinar-lhe insignificâncias é tomado pelo assombro de verificar que nunca, em toda a vida, teve as mãos verdadeiramente lavadas. O panfleto apresenta um plano de lavagem das mãos em 12 (doze) passos, incluindo manobras de esterilização com as quais o cidadão médio jamais terá sonhado. Não haja dúvidas: estamos perante um compêndio da higiene manual e digital, uma bíblia da desinfecção do carpo e metacarpo. Este detalhado e rigoroso guia não deixa nem uma falangeta por purificar. Mas - e isto é que é terrível -, ao mesmo tempo que o faz, esfrega-nos na cara a nossa imundície passada e presente.
Ao primeiro passo da boa lavagem de mãos é atribuído, misteriosamente, o número zero: "Molhe as mãos com água." Trata-se, é claro, de um momento propedêutico em relação à lavagem propriamente dita, mas não deixa de ser surpreendente que a Direcção-Geral de Saúde não lhe reconheça dignidade suficiente para lhe atribuir um número natural. O passo número um vem então a ser o seguinte: "Aplique sabão para cobrir todas as superfícies das mãos." É aqui que começa a vergonha. Quem sempre ensaboou não deixará de sentir a humilhação de nunca ter aplicado sabão. A instrução encontra na linguística um cruel elemento diferenciador do grau de asseio: quem sabe lavar-se aplica sabão; os porcos ensaboam-se. Porcos esses que, como é óbvio, olham pela primeira vez para as mãos como extremidades dotadas de uma pluralidade de superfícies.
No passo número dois ("Esfregue as palmas das mãos, uma na outra", recomendação acompanhada de um desenho em que duas mãos se esfregam em movimentos circulares contrários ao movimento dos ponteiros do relógio), quem sempre esfregou no sentido inverso, como é o meu caso, sente que desperdiçou uma vida inteira de higiene pessoal. Os passos seguintes fazem o mesmo, embora em menor grau: em terceiro lugar há que "esfregar a palma da mão direita no dorso da esquerda, com os dedos entrelaçados, e vice-versa"; o quarto passo apela a que se esfregue "palma com palma com os dedos entrelaçados"; e o quinto passo aconselha uma fricção da "parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados". Bem ou mal, com os dedos mais ou menos entrelaçados, estes passos descrevem esfregas que estão ao alcance da imaginação de qualquer pessoa. A partir daqui, o caso piora de novo. O passo seis determina que se "esfregue o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice-versa", em movimentos semelhantes aos que se fazem quando se acelera numa motorizada, e o passo sete recomenda que se "esfregue rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice-versa". O cuidado posto nestes preceitos amesquinha quem até aqui se limitava a esfregar as mãos uma na outra, descurando, por exemplo, o papel que os dedos devem desempenhar, e logo rotativamente, na higiene.
Enxaguar as mãos é o passo oito. Secar as mãos com toalhete descartável, o passo nove. Mas o passo dez volta a revelar que o processo é complexo: "Utilize o toalhete para fechar a torneira, se esta for de comando manual." A torneira deve, por isso, continuar a correr durante todo o passo nove, provavelmente para prevenir eventuais emergências de enxaguamento, sendo fechada apenas no passo dez. O décimo primeiro passo é o mais interessante: "Agora as suas mãos estão limpas e seguras." A contemplação da limpeza e segurança das mãos constitui, portanto, um passo autónomo neste processo de lavagem manual. No fim da lavagem, falta apenas, com as mãos impecavelmente limpas (e seguras), sair da casa de banho abrindo a porta em que toda a gente mexeu. E, creio, voltar atrás para repetir o processo.
Ricardo Araújo Pereira, Visão

quarta-feira, agosto 19, 2009

IPO - Consulta e Shot

Hoje foi dia de consulta de rotina. Tudo bem. Neste momento, não me queixo da doença, só dos efeitos da cura... As dores nos ossos (pés e mãos e articulações) e o inchaço dos pés, pernas e mãos. Dos afrontamentos já nem falo... Tenho um medicamento novo para o inchaço (que é mais linfático que venoso): o Cyclo-3. Depois venho dizer se fez efeito.
Hoje também foi dia de sacrifício - Zoladex. Lá levei a tal eufemisticamente chamada injecção, mas que é, na realidade, uma cerimónia sacrificial de uma seita secreta e completamente sádica. Correu bem dentro do género " dói comó caraças!"... As enfermeiras são amorosas e dizem: Agora não respire. Já está. Mas que aquilo é uma chave de parafusos a entrar, lá isso é!
Voltei a ganhar pontos e a próxima consulta de rotina é daqui a 6 meses. Mas todos os meses lá vou para me oferecer em sacrifício no altar. Isto até Dezembro. Depois, páro e vê-se o que acontece e verifica-se se os valores já indicam que sou uma senhora madura.
E pronto. Estas são as novidades do dia. Muito boas, portanto.

Homenagem aos nossos Médicos...

... a quem tanto devemos e que foram a mão que nos salvou.


terça-feira, agosto 18, 2009

Sexto Estágio...

... ou sexta etapa:

Ah?! Estão a falar de quê?!

domingo, agosto 16, 2009

Etapas...

1. Primeiro estágio - Choque e Negação: A reacção inicial ao saber o prognóstico é de choque; o doente pode recusar-se a acreditar no diagnóstico ou negar que algo está errado. Manifesta frases similares a estas: “Isto não está acontecendo”; “Não, eu não. Não pode ser verdade.”; “Deve haver um engano.”; "Não pode existir nada de errado, é só esse problemazinho, no restante estou perfeitamente saudável."

2. Segundo estágio - Raiva: O doente reage com muita raiva, zanga ou irritação ao compreender seu estado real e as consequências da doença. Frases: “Por que eu?”; “Por que não ele?”; “Porque comigo, sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto?”; “O que fiz para merecer isso?”; “Porque Deus fez isto comigo? "

3. Terceiro Estágio - Negociação: Aqui o doente já admite a existência da doença e pode tentar negociar em busca da cura. São comuns as tentativas de acordos, barganhas ou promessas a Deus. Frases: “Se Deus me curar, dedicarei minha vida toda a Ele”; “Se Deus me curar, vou ajudar os pobres.” “Deus, ajude-me a viver mais alguns anos, até os meus filhos estarem mais independentes e não precisarem tanto de mim.”

4. Quarto Estágio - Depressão: O doente pode mostrar sinais depressivos importantes: desânimo generalizado, inquietação, alterações do sono, perda de apetite, desesperança, etc. Frases: "Eu não consigo enfrentar isto.”; “Não posso fazer minha família passar por isto.”; “O que será de mim?”; “Eu falhei.”

5. Quinto Estágio - Aceitação: O doente compreende que a doença é inevitável e aceita seu destino. "Estou pronto.".

Pelo menos, é o que dizem os livros…
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"O limitado não pode compreender o ilimitado; portanto, o homem, que é limitado, não pode conhecer Deus, o Ilimitado. Ou, mais exactamente, ele não pode conhecê-l’O enquanto permanecer fora d’Ele. Ele só O conhecerá quando entrar nessa imensidão, se fundir com ela e fizer parte dela. Enquanto uma gota de água está separada do oceano, não pode conhecer o oceano; mas, quando ela volta ao oceano, já não se pode separá-la dele, ela tornou-se o oceano, conhece-o. Vós direis: «Mas o homem está no Universo, faz parte dele, não está separado desse ilimitado, desse infinito que é Deus.» Sim, mas ele não tem consciência disso. E, às vezes, até é conscientemente que se separa de Deus para viver a sua vida pessoal, apartada da consciência cósmica, e depois declarar que Deus não existe. Portanto, se quereis conhecer Deus, deveis fundir-vos conscientemente n’Ele, perder-vos n’Ele. Vós conhecê-l’O-eis porque vos tornareis Ele, sereis Ele."
Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, agosto 14, 2009

Identificado composto que mata células estaminais do cancro

Estão presentes nos cancros, embora em número muito pequeno. Elas podem ser responsáveis pelo crescimento de um tumor maligno e pela sua resistência à quimioterapia e radioterapia. As células estaminais dos cancros, identificadas há pouco tempo, pareciam, até agora, invencíveis. Mas uma equipa de investigadores nos Estados Unidos descobriu o seu primeiro calcanhar de Aquiles: um composto químico que as atinge de forma certeira. A equipa dirigida por Robert Weinberg e Eric Lander, do Instituto de Tecnologia do Massachusetts, publicou ontem esta descoberta na edição online da revista Cell. “Não era claro que fosse possível encontrar compostos que matassem selectivamente as células estaminais do cancro. Mostrámos que isso é possível”, diz Piyush Gupta, o primeiro autor do artigo, citado num comunicado de imprensa da revista. Tal descoberta foi possível graças a um método que permitiu procurar pela primeira vez —de forma automatizada e sistemática — agentes químicos que matem as células estaminais dos cancros. O facto de estas células serem raras entre a população de células que compõem um cancro não facilitava as coisas. Esta é a faceta negra das células estaminais, que costumam ser muito faladas pelos potenciais benefícios para a saúde humana, quando se aprender a manipulá-las cabalmente, uma vez que têm capacidade de dar origem a vários tipos de células. Aproveitando esta sua faceta, espera-se levá-las a diferenciarem-se, transformando-se numa variedade de células para tratar diversas doenças. Para chegar à identificação do composto químico, os cientistas utilizaram células de cancro da mama cultivadas em laboratório e procuraram as que tinham propriedades semelhantes às células estaminais, como por exemplo a resistência aos medicamentos para o cancro. Em seguida, explica o comunicado, pesquisaram uma base de dados com milhares de compostos químicos, para tentar identificar aqueles que teriam capacidade de destruir apenas essas células parecidas com as estaminais, e não as outras células do cancro. Chegaram a uma primeira lista de 32 compostos, que foram depois encurtando, até terem apenas uma mão cheia delas, que podiam obter em quantidade suficiente para testar em células cancerosas da mama. A salinomicina, conhecida pelas suas propriedades como antibiótico, foi a vencedora. É capaz de reduzir as células estaminais dos cancros em mais de cem vezes, por comparação com um fármaco muito usado no cancro da mama (o paclitaxel). “Quando injectadas em ratinhos, as células tratadas com salinomicina tinham menos capacidade de disseminar o cancro do que as tratadas com paclitaxel”, lê-se no comunicado. “O tratamento com salinomicina também abrandaram o crescimento de tumores em animais. ”Como é que este composto funciona é que ainda não se sabe, nem se chegará a ser aplicado clinicamente. Mas daqui poderá nascer uma nova forma de atacar o cancro. Este resultado sugere, escrevem os cientistas no artigo, que muitas terapias contra o cancro, que matam o grosso das células cancerosas, podem falhar porque não eliminam as células estaminais, que sobrevivem ao ataque e dão origem a novos tumores.
13.08.2009 - 22h43 PÚBLICO

quinta-feira, agosto 13, 2009

Anjos de Salgueiro

A minha amiga Jen trouxe-me, dos Estados Unidos, umas figuras esculpidas em madeira de salgueiro que fazem parte de uma vasta colecção e que podem ver em:

http://www.willowtreeshop.com/cat-willow-tree-angel.html

Eu tenho estes:

Irmãs do Coração (Celebrando um tesouro, uma amizade de partilha e entendimento)






Anjo da Coragem (Trazendo um espírito triunfante, inspiração e coragem)



Anjo do Jardim (Trazendo adiante um Jardim de Amor e Beleza)







Tal como os dois gatinhos abraçados (um preto e outro amarelo) serviam para identificar as mensagens que diziam respeito à Gigi, as Irmãs do Coração servirão para identificar as que dizem respeito à Nicha.
O Anjo da Coragem já caiu e partiu os dois braços. Mas foram colados e lá continuam eles para cima, triunfantes e inspiradores. Foi o primeiro que a Jen me deu e, quando estive doente, gostava de olhar para ele e imitá-lo levantando os braços como se tivesse atingido a meta. Ainda o braço esquerdo subia com dificuldade, já a meta estava alcançada...

quarta-feira, agosto 12, 2009

O que se pode fazer depois disto?

O que se pode fazer depois disto? Começa-se por fazer o mesmo do costume e isso é muito estranho.

Foi assim que descrevi, em Março de 2006, neste blog, a minha reacção ao meu diagnóstico de cancro da mama, recebido em Novembro de 2005.

Estamos em Agosto de 2009 e verifico que ainda continua a ser assim.

A minha amiga Nicha tem uma neoplasia no pulmão direito. Ainda não se sabe a extensão da doença, se há infiltrações, metástases, essas coisas... Soubemos ontem. E por isso, eu pergunto: O que se pode fazer depois disto?

Eu não estou triste. Eu não chorei. Eu não fiz nada e eu não sinto nada. Quem sabe se isto não é nada... Quem sabe se eu mantiver esta atitude de ignorar este bicho, ele não vai embora... ?

Falo, com alguma da experiência que tive ao longo destes anos, do que vai acontecer. E sei tudo! Sei o que se segue, sei dos exames para fazer o estadiamento da doença, sei as alternativas de tratamentos, sei que muito ainda está dependente da natureza da neoplasia (nas neoplasias pulmonares é fundamental saber se são de células pequenas ou não-pequenas...)... Sei isso tudo e acho que já, de alguma forma, sabia que podia ser assim quando insisti para que fosse ao médico com urgência, que tinha que fazer os exames com urgência e que não podia deixar passar o tempo. Sei isso tudo. Mas acho que não sou eu que está a viver isto.
Também sei que ela está a ler tudo isto que escrevo e também ela não está a viver isto... Ela só foi a doente quando sentiu as dores ao fazer a broncoscopia. Agora, é uma personagem que ouve, analisa, pondera hipóteses e eu ajudo a analisar e ponderar. Isto (ainda) não é connosco...

Quando a vi atrás do vidro na Unidade de Queimados do HSM em 2005, percebi que cada pessoa cumpre uma função na nossa vida e não sabemos nem podemos definir a escala de importâncias. Alguns são a nossa própria vida, como os nossos filhos. Outros são os que nos amparam na caminhada, como os nossos companheiros. Outros ainda estão na retaguarda a proteger-nos, como os nossos pais.

Raramente, encontramos na vida alguém que “somos nós”. Eu tenho a sorte de conhecer a minha Pessoa (private joke só entendida por quem vê a Anatomia de Grey...). Esta, que agora se finge doente, é a minha Pessoa. É a irmã da minha alma e não lhe admito que se queira pirar daqui antes de tempo. Este caminho é para se fazer até ao fim e o fim ainda não é agora.

Ouviste, oh parvalhona?

quinta-feira, agosto 06, 2009

Guia de Recursos da Comunidade no Apoio à Pessoa com Doença Oncológica


É com muito orgulho que vejo o Projecto Luz referenciado no Guia de Recursos da Comunidade no Apoio à Pessoa com Doença Oncológica. Este trabalho foi elaborado por uma enfermeira (NOSSA AMIGA) para o seu Curso de Pós-Graduação em Enfermagem Médico-Cirúrgica que realizou na Escola Superior de Saúde de Setúbal - a Carla Damásio.

Procurem a pág. 47...

Série Menopausa - episódios 5 e 6



quarta-feira, agosto 05, 2009

Almocinho

Não é que precisemos de pretexto, mas até tínhamos alguns:

  1. A Loulou está cá (a vida agitada de Angola obriga-a a umas férias retemperadoras na pasmaceira de Portugal)
  2. A Gigi está boa (exames impecáveis, limpíssima como se estivesse lavada com Persil)
  3. A Gosma estava com saudades minhas (já não me via desde sábado...)
  4. E eu trabalho mesmo aqui e não tinha nada para fazer

Fizémos dieta (frango com cerveja acompanhado de batatas fritas (resmas de batatas fritas!!!)) e, tendo em conta que éramos 4, só bebemos 2 jarros de sangria... A Isalenca teve que ligar a meter o nariz onde não era chamada... Pois se está lá em cima, o que tem que se meter nos almoços cá de baixo?!

Como se não bastasse isto tudo, ainda conhecemos (sem qualquer espécie de combinação prévia) o famoso Rodrigo!

video

As coisas como elas são

É claro que nem sempre as coisas acontecem como queríamos que acontecessem. Existem momentos em que sentimos que estamos bus­cando algo que não está reservado para nós, dando murros em portas que não se abrem, esperando milagres que não se manifes­tam.
Ainda bem que as coisas são assim - se tudo andasse como a gente quer, em breve não íamos ter mais assunto para escrever o roteiro dos nossos dias. Este roteiro é feito de nossos sonhos como alimento, mas de nossa luta como energia. E como sempre acontece com os guerreiros que gastam sua energia no Bom Combate, há momentos em que é melhor relaxar, e acreditar que o Universo continua trabalhando por nós em segredo, mesmo que não possamos compreender.
Deixemos, portanto, que Alma do Mundo cumpra sua missão, e quando não podemos ajudá-la, a melhor maneira de colaborar com ela é prestar atenção às coisas simples da vida - no pôr do sol, nas pessoas que passam na rua, na leitura de um livro.
Entretanto, em muitos casos o tempo continua passando, e nada de excepcional acontece. Mas o verdadeiro guerreiro da luz acredita. Assim como as crianças acreditam. Porque crê em milagres, os milagres começam a acontecer. Porque tem certeza que seu pensamento pode mudar sua vida, sua vida começa a mudar. Porque está certo que irá encontrar o amor, este amor aparece. De vez em quando, se decepciona. Às vezes, se machuca.E então escuta os comentários: "como é ingênuo!" Mas o guerreiro sabe que vale o preço. Para cada derrota, tem duas conquistas a seu favor.
Em um interessante e minúsculo livro, “O Breviário da Cavalaria Medieval”, há um texto que deve ser lembrado nestes momentos de espera: "A energia espiritual do Caminho utiliza a justiça e a paciência para preparar teu espírito.”
“Este é o Caminho do Cavaleiro. Um caminho fácil e ao mesmo tempo difícil, porque obriga a deixar de lado as coisas inúteis, e as amizades relativas. Por isso, no começo, sente-se tanta hesitação em segui-lo." Eis o primeiro ensinamento da Cavalaria: tu irás apagar o que até então tinhas escrito no caderno de tua vida: inquietação, insegurança, mentira. E iras escrever, no lugar disto tudo, a palavra coragem. Começando a jornada com esta palavra, e seguindo com a fé em Deus, chegarás onde precisas".
Mesmo assim, às vezes continuamos esperando – com paciência, resignação, coragem – e as coisas a nossa volta não se movem. Mas como foi esta a estrada que escolhemos, é impossível que as bênçãos da vida não estejam trabalhando a nosso favor. Cabe, portanto, uma profunda reflexão sobre aquilo que chamamos de “resultados”: nosso destino está se manifestando de uma maneira que não chegamos a compreender totalmente – mas está se manifestando!
Jorge Luís Borges tem um conto magistral a este respeito. Descreve o nascimento de um tigre que passa grande parte de sua vida na selva africana, mas termina sendo capturado e levado para um zoológico na Itália. A partir dali, o animal pensa que sua vida perdeu o sentido, e nada mais resta que esperar o dia de sua morte. Uma bela manhã, o poeta Dante Alighieri passa por aquele zoológico, olha o tigre, e o animal inspira um verso - no meio de milhares de versos - da "Divina Comédia". "Toda a luta pela sobrevivência que aquele tigre travou, foi para que pudesse estar aquela manhã no zoológico, e inspirar um verso imortal", diz Borges.
Assim como este tigre, todos nós temos uma razão - uma razão muito importante - para estarmos aqui, neste momento, nesta manhã.
Relaxe, portanto. E preste atenção.
Paulo Coelho

Série Menopausa - episódios 3 e 4

terça-feira, agosto 04, 2009

Série Menopausa - episódio 2


segunda-feira, agosto 03, 2009

Série Menopausa - episódio 1