É só mais um bocadinho!

terça-feira, junho 30, 2009

Viver na assimetria...

Este título foi inspirado num post (aliás, excelente post! como habitualmente) da Imel: http://imel-almamater.blogspot.com/ que chama a atenção para o grave problema das listas de espera. Neste caso, as listas de espera para a cirurgia de reconstrução. Nem vale a pena dizer nada em relação a isso, de tal maneira o problema fala por si... Mas vale a pena continuar a gritar que a situação tem que mudar!

Mas a inspiração do seu post para o meu foi mesmo o título. Felizmente, não me incluo no grupo das pessoas que esperam e desesperam por uma reconstrução. Mas já me incluo nas que vivem na assimetria. Na assimetria do pêndulo que marca um ritmo desconhecido, regular, de reflexo de um ordem estabelecida por leis eternas e irrevogáveis. Mas assimétricas.

Que busca inserir-se na normalidade (no lado direito), mas que revela a insanidade (no lado esquerdo). Desilusão. Assimétrica.

Que cala a vontade de partir porque quer ficar, mas que não fica porque não consegue calar o que a faz partir. Viagem depressiva. Assimétrica.

Que oscila entre o que tem para dizer e a vontade de não dizer coisa nenhuma. Supremo cansaço. Assimétrico.

Tenho dois hemisférios.
Serão também eles assimétricos?

11 Comments:

Sim, tb os teus dois hemisférios são assimétricos. E todos somos assimétricos.

Alguns mais que outros? Talvez... E porque não oscilar?
Será assim tão mau experimentar os dois extremos? Será assim tão bom o "morno" do meio?

Não ficaríamos parados, estagnados?

Quando oscilamos, tocamos, sentimos o "meio". Parados nele vemos de longe os extremos sem nunca realmente os sentirmos, sem nunca os tocarmos.

Sentimentos assimétricos, corpos assimétricos... Não será assim mesmo, a Vida?

Adoro-te, sempre.

Mana da treta (que termos tão "assimétricos" e tão cheios, porque no meio do extremo "mana" e do outro extremo "treta" se encontra a suprema ternura, a suprema amizade).

Nicha

30/6/09 17:18  

Hihihihi

Se bem me lembro, tens um texto excelente sobre o pêndulo que até me obrigou a calcorrear Paris à procura do de Foucault e que, embora dourado, era muito menos brilhante do que o teu.

Nunca te atrevas a desaparecer antes de mim, ouviste?! Depois quem é que percebia as minhas assimetrias???

30/6/09 17:24  

Não posso desaparecer antes de ti?

Portanto, queres que sofra eu, não é? Que fique eu por aqui sem que ninguém entenda os meus sentimentos "pendulares"?

E falo eu em suprema ternura e amizade! Ganda cabra que tu me saíste, ó minha P...(essoa) - agora asustaste-te, hehehe.

Nicha

30/6/09 17:33  

Como tu me entendes...

É isto viver na assimetria, entre o lado que finge não ver e o outro que nos obriga a suportar a frieza da verdade.

Se em tudo na vida somos assimetricos porque razão não entendemos as diferenças?

Bjinhos "mana"!

30/6/09 18:11  

Mas a final o k se passa contigo!!!!

Eu tb ando assimetrica......
kero n kero tenho já n kero,mas a final o k se passa! será do tempo?

BJFS

30/6/09 21:03  

gostaria que seguissem o meu blog sobre o cancro da mama da minha mãe.
maecancromama.blogspot.com
Obrigado!

1/7/09 02:09  

Assimetrias...
Vivemos constantemente com elas, e o que podemos fazer? aprendar com isso? habituarmo-nos a elas?
Agora entendo melhor o mail que me mandaste. Manuela.

Um grande beijo

1/7/09 08:44  

Pois é, as Assimetrias!
Não aparecem de repente, não se instalam de um momento para o outro... nascem connosco. Como na moeda: há os dois lados. Nada mais normal. Nada de anormal. Umas vezes acentua-se mais um lado, de outras vezes o outro...o equilibrio é que é lixado!

Mas a vida não é um mapa de assimetrias e de equilibrios?! Eu acho que é, o que não nos impede, por vezes, de balançar entre os dois pratos uma vida inteira... ou não.

Bjos

1/7/09 18:30  

Querida Nela

Um beijo grande e um xi-coração enorme.

2/7/09 01:02  

Lindo este teu texto, Nela! Eu já era bastante assimétrica e é a mama grande, mesmo em cima do coração, que me "dá ralações". Com o que vou lendo por aí, nem me atrevo a chamar-lhe mais do que ralações. Sei que um destes dias caio em mim e choro este ano e três meses de "ralações". Beijinho e parabéns pela prosa tão poética!

7/7/09 01:43  

Alto! Pára tudo!
O que é que queres dizer com isso, Madalena???
Repete lá, mas em português sem poesia, por favor! O que queres dizer com isso de um ano e tal, ralações e tal e mais não sei quê e tal???
Vá! Nada de evitar as coisas por medo. Vá! Fala lá!
Palpita-me que vais levar na corneta... Com carinho, mas levas...
Beijinhos

7/7/09 09:34  

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