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terça-feira, janeiro 06, 2009

Identificado gene chave na propagação do cancro da mama

Uma equipa de investigadores norte-americanos identificou um gene que desempenha um papel chave na propagação do cancro da mama e torna também os tumores mais resistentes à quimioterapia, segundo um estudo publicado esta terça-feira.
O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40 por cento dos pacientes.
Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerosas a fixar-se aos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.
A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.
«Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos», afirma num comunicado Yibin Kang, professor de Biologia Molecular na Universidade de Princeton (Nova Jersey) e principal autor do estudo.
«Estas são clinicamente as duas principais razões pelas quais os pacientes atingidos por cancro da mama sucumbem à doença», acrescenta o investigador, cujo trabalho vem publicado esta terça-feira na revista Cancer Cell.
«Não só foi exposto um novo gene responsável pelas metástases do cancro, como se trata também de um desses poucos genes cujo modo de acção preciso foi esclarecido», comentou Michael Reiss, director do programa de investigação sobre cancro no Cancer Institute de Nova Jersey e um dos co-autores do estudo.
«Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro», considerou.
Também pode propagar outros tipos de cancro
Estes investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata.
O estudo foi financiado pelo Departamento da Defesa, os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana do Cancro.
Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem.
Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro
(PortugalDiário online)

7 Comments:

Também ouvi esta noticia logo de manhã e lembrei-me da Cláudia.
Quando foi a Granada disseram-lhe que o organismo dela era altamente resistente á quimio, e que o gene dela que originava isso também ele não era muito usual.
Quando decidiu ir a Londres foi para procurar profissionais que trabalhassem com estas resistências.

Mas todas as descobertas são bem vindas á medicina.

Jokas

6/1/09 13:21  

Obrigado pela imformação Nelita.

Ainda bem que estão sempre a descobrir novos métodos para travar o cancro.
beijokas

6/1/09 13:37  

Obrigada pela informação Nela.

A estes homens e mulheres que dedicam a sua vida a descobrir novos caminhos no combate a este flagelo mundial, deixo aqui um obrigado.

Jokas

6/1/09 14:26  

Olá (Dna.)! Nela, como vai? gosto deste genero de cumprimento para pessoas intelegentes, como é o caso da (Dna.)! Nela, ela dá Força, ela transmite Segurança, ela dá Carinho, ela dá Amor, ela dá Coragem, ela dá Noticias, ela envia Mensagens Divinais, ela dá Informações, esta (Dna.)! Nela é! realmente uma fonte enesgotavél de Dinamismo.(Me perdoe vai) (Dna.)
Beijinhos
Natty

6/1/09 14:53  

olá nela, boas noticias.
Graças a Deus, que os estudos cada vez são mais e os resultados são realmente muito bons, para travar este bicho que é o cancro.

6/1/09 16:42  

Obg pelas boas novas

Dna!Nela

Mil Beijos para todas

6/1/09 16:51  

Todos os estudos e descobertas são importantes.
Aproveito para incluir também esta outra notícia que acebei de ler.

Obesidade ligada ao risco de cancro dos ovários (in Farmácia.com por Pedro Santos)
07 de Janeiro de 2009
Investigadores norte-americanos afirmam que as mulheres obesas que nunca recorreram a uma terapia de hormonas devido à menopausa têm um risco acrescido de desenvolver cancro nos ovários

A equipa de investigadores liderada por Michael Leitzmann estudou cerca de 95 mil mulheres norte-americanas com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos durante 7 anos. Os investigadores registaram 303 casos de cancro dos ovários durante esse tempo, notando ainda que entre as mulheres que nunca tinham tomado hormonas depois da menopausa, a obesidade estava associada com um risco quase 80% superior de cancro dos ovários.

Em contraste, não foi registada qualquer ligação evidente entre o peso e o cancro dos ovários em mulheres que nunca tinham recorrido a terapias hormonais devido à menopausa.

Leitzmann afirma que estas descobertas podem vir suportar a hipótese de que a obesidade pode potenciar o risco de cancro dos ovários através de efeitos hormonais. O excesso de massa corporal em mulheres em pós-menopausa leva a um aumento da produção de estrogénio, que pode estimular o crescimento das células dos ovários, desempenhando um papel no desenvolvimento do cancro dos ovários.

7/1/09 10:17  

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