É só mais um bocadinho!

sábado, dezembro 27, 2008

Recados da Miss GiGi

Hoje dei um pulinho, a fugir, ao IPO. A Gigi mandou recadinhos para as Amigas. Diz:
1 - recebeu as vossas sms e, embora não possa responder, diz que estão todas guardadas no coração;
2 - pede para não lhe telefonarem, aí até 4ªfeira. Está com a boca a arder até ao estômago. Tem dificuldade em falar e (esta é a melhor...!) a língua não lhe cabe na boca.... Pois, aí está como ela me recebeu: de língua de fora! Hihihihi;
3 - tem dores por ali a baixo e, ao fim de aguentar até o limite, lá pediu morfina. Mas não aliviou e agora já sabe que tem que pedir antes de as dores se instalarem;
4 - tem um pouco de febre, mas amanhã será o dia do febrão.
As coisas vão estar duras de aguentar aí até 4ªfeira - são os dias mais difíceis. Depois, começa a rampa ascendente. Mas a Gigi está bem consciente disso e com muita garra. Não consegue comer e "come" soro e Fortimel. A gente chama SPA ao IPO, mas não precisavam de ter um regime de emagrecimento tão rigoroso...!
Estou a brincar para vos transmitir a ideia de que as coisas estão difíceis, mas estão a correr bem, como era suposto e a Gigi está bem. Cheia de dores e de todas aquelas coisas que ninguém quer, mas é isso que é suposto estar a acontecer. Há que aguentar mais um bocadinho.
Acho que não me esqueci de nada.

16 Comments:

Força Gigi!!!!!!!!!

Tanta gaja aqui com a lingua maior que a boca e tinhas logo que ser tu a ter esse desconforto...

Vamos aguardar até podermos enviar-te sms e falar contigo. Até lá, um beijão na bochecha.

Jokas Gosma d'um raio...

27/12/08 15:54  

Gigi força!!!
Como eu te admiro miúda!...

Que Deus te ajude a suportar as dores, e a venceres essa dura batalha. Beijinho grande

Gosminha, um jinho para ti.
Obrigado pelas notícas

27/12/08 18:11  

Força miúda. És capaz de tudo. Como já viste há que pedir o remédinho antes do limite. Como eu te entendo.......Tens força para tudo.
Obrigada pelas notícias Nelinha e vai sempre passando informação.
Vamos esperar para dizer tudo em 2009.
Beijocas muito grandes para ti e para a nossa Gigi.

27/12/08 18:42  

Força Gigi!! Beijinhos

27/12/08 20:01  

Força Gigi.
Um beijinho grande.
Admiro-te muito, podes crer.
Carmen.

27/12/08 20:27  

É só mais um bocadinho, querida Gigi. Força! Obrigada pelas notícias, Nelinha* Beijo muito grande.

27/12/08 20:53  

Força Gigi!
Só falta mais um bocadinho e depois... é sempre a subir, miuda!

Estás no nosso coração!

Um xi grande.

27/12/08 23:05  

Força Gigi estamos todas deste lado a torcer por ti

És forte vais conseguir vencer


BJFS GGGGGG para ti


Fofa
obg pelas noticias és a maior

Bjfs para todas

27/12/08 23:12  

Força Gigi! Lá diz o ditado "há males que vêm por bem". E o que interessa é continuares com essa garra para rejuvenesceres e ficares boa!
Bjs

PS: Brigada Nela. Mais uma vez és a nossa mensageira sempre com notícias da nossa menina .

27/12/08 23:24  

Força Gigi, estamos contigo, como bem sabes.beijinhos nela para ti

28/12/08 01:11  

*****

Nelinha, como sempre a dar-nos as "últimas" .
Não gostei de saber que a Gigi sofre. É horrível pensar que para se obter a saúde se tenha qe aguentar taaaaaaaaaaanto!
Mas a fé de que tudo acabará bem é que nos anima.
Que vida tão injusta para uma jovem.
Só estarei "bem" quando as noticias forem melhores.
Beijinhos para todos.
laura

28/12/08 10:36  

Aguenta firme Gigi!

Obrigada Nelinha.

Bjcs

28/12/08 11:15  

Nela- só agora saiu na Lusa mas cá vai a tal notícia com declarações tuas.

Cancro: 1800 homens pedem ajuda para lidar com doença das mulheres
25 de Dezembro de 2008, 09:20
*** Sílvia Maia, da agência Lusa ***

Lisboa, 25 Dez (Lusa) - Todos os dias, 12 mulheres portuguesas descobrem ter cancro da mama. Por cada uma, há um filho, marido ou amigo que sofre. A campanha "Eles também choram" surgiu há um ano e já recebeu 1800 pedidos de ajuda.

"Há uma fase em que, entre a sensação de injustiça e de raiva, é impossível um homem não chorar... Obviamente, eu não fui excepção", conta à Lusa Eduardo Gomes, casado com uma mulher a quem foi diagnosticado um cancro da mama.

Na ânsia de as proteger, os homens guardam para si dúvidas, medos e angústias. Vivem em silêncio a iminência da morte.

Hoje, dez anos após ter sido confrontado com a doença da mulher, Eduardo lembra como, sozinho, tentou encontrar as "palavras certas, sempre sem certezas".

A pensar neles, o Movimento Vencer e Viver, da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), lançou no ano passado a campanha "Eles também choram". Em apenas 12 meses, foram recebidos 1.800 e-mail pedindo ajuda, a maioria de companheiros (80 por cento), mas também de filhos, familiares e amigos.

Nas cartas por correio electrónico, querem saber como podem ajudar as mulheres, mas há também quem queira apenas desabafar. "A questão de fundo é sempre a mesma: e se ela me falta?", explica Ana Lúcia, psicóloga da LPLCC que acompanha alguns casos.

"Quando vamos ao hospital, olhamos para a pessoa que nos é querida e pensamos que, se calhar, da próxima vez que voltarmos ela já lá não vai estar. Sentimo-nos impotentes", lembra Raul Almeida, 58 anos, amigo de uma mulher que não resistiu à doença.

Também na Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM) já há psicólogos, como Carla Vicente, a acompanhar estes homens.

"Um dos momentos mais difíceis para os que são próximos é quando é conhecido o diagnóstico. Na fase de tratamento, há uma angústia, um sentimento de incapacidade de ajudar quem está a sofrer. Já no pós-operatório, há sempre o medo de uma reincidência", explica Carla Vicente, garantindo que "é um sofrimento que não termina".

Apesar de a taxa de sucesso dos tratamentos se situar na casa dos 80 por cento, o cancro da mama continua a ser a principal causa de morte das mulheres entre os 35 e os 55 anos: todos os dias, morrem pelo menos quatro em Portugal. Por isso, o diagnóstico soa sempre a "uma sentença de morte". As palavras são de Manuela Martins, 47 anos, que há três descobriu ter um cancro da mama.

"O peso da palavra cancro é tão grande que imaginamos o inferno", resume.

"Nós queremos dar uma perspectiva positiva, mas não acreditamos naquilo em que estamos a dizer, porque só pensamos que mais cedo ou mais tarde aquela pessoa não vai estar entre nós", recorda Raul Almeida, que criou um blogue para dar apoio psicológico a pessoas com doenças graves.

Eduardo recorda que foi uma "simples conversa" com uma senhora, também com cancro, que o fez ter esperança. Chama-lhe a "fase mística ou religiosa", aquela em que se "deixa de ver a morte e passa-se a ver a vida". As técnicas que trabalham nas associações sabem que a partilha de experiências ajuda a superar as dificuldades.

Mas, segundo a responsável do Movimento Vencer e Viver, "os homens ainda não gostam de expor os seus sentimentos em público". E, por isso, o início dos grupos de inter-ajuda tem sido adiado por falta de participantes. O apoio psicológico continua a fazer-se por e-mail ou através de entrevistas pessoais.

Quem consegue superar a doença diz que esta acaba por se tornar numa "dádiva": muda a forma de encarar a vida e as relações do casal saem reforçadas.

Para Manuela Matias, realizar os sonhos sempre adiados tornou-se prioritário. Sempre quis ajudar os outros e hoje é responsável por uma associação de apoio a doentes oncológicos. Tudo porque sabe que "a conspiração do silêncio é o pior que pode acontecer".

28/12/08 12:14  

obrigado nela pelas noticias da gigi ela é uma corajosa e vai correr tudo bem, mas antes tem q passar por estas provações...as melhoras gigi beijinhos e para a nela tb

28/12/08 13:15  

*****

Também li no Público esta noticia.
Meditei nela (muito) e não foi a primeira vez.
Nos meus tempos de Stº António, ajudava uma enfermª, mulheres dum lado, homens do outro, era uma medicina. Havia muitas Leucemias, quase sempre jovens, lindas e lindos - mais elas - bem para falar com as meninas era um instantinho, quase todas liam a Maria... e num ápice a conversa entrava... Agora eles...
E eu bem tentava.
Os homens sofrem, sofrem... maldita educação judaica-cristã. Estes valores de macho! Mas eles sofriam muito. Por isso eu não desistia e tarde - mas pegava a conversa - então eram eles a esperar por mim... para desabafar.

Maridos, companheiros, amantes,(palavra linda: amantes - que amam!)
filhos, desabafem não engulam nada, não vivam neste sufoco, procurem ajuda, ajuda de quem vos possa mostrar o caminho da esperança.

Olha como disse na "Fenix" recebam:
"Beijinhos quentes embrulhados na geada do meu jardim... mas muiiito quentes! Acreditem.
laura

Esta despedida foi 50% para a Miminhas... não te queimes ao recebê-los!

28/12/08 14:35  

Realmente, maldita educação judaico-cristã. Homem não chora, não é?

Mas também há alguns exemplos com mulheres. Tenho uma amiga que só tem irmãs. A todas, quando alguma lágrima aflorava por um joelho esfolado, uma boneca partida... a mãe dizia: Engula o choro já!!!

E até hoje a minha amiga não chora. Nem sozinha! Engole as dores normais da vida, mais as dores de uma doença crónica que a atormenta desde os 12 anos. E ela tem agora 46, como eu (sou muito mais nova que tu, ó ranhosa!).

Quanto ao SPA, ao vosso SPA, acho que sei um bocadinho o que é (será que sei, DaLuz?). Estive num "aquário" no HSM, mas acho só estive "consciente" durante umas duas semanas. As outras três estive algures, a aguentar uma barcaça enorme, no meio dos pântanos.

À vossa amiga Gigi, consciente de tudo, de cada minuto e de cada segundo que passa, e a todas as Gigis deste mundo, toda a força deste mundo, qu pode aparecer como uma bela caminhada a pé como faz essa maluca.

30/12/08 02:27  

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