É só mais um bocadinho!

sexta-feira, novembro 28, 2008

Às vezes é preciso mais do que medicação...

Às vezes é preciso mais do que medicação... Às vezes basta só... estar!
Passe a publicidade, vejam este video espectacular. Obrigada, Marta.
Bom fim de semana!!!

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quarta-feira, novembro 26, 2008

Sem comentários...

Exames médicos: mais rápido sem credencial

Em 180 marcações de exames, a DECO PROTESTE descobriu 15 locais a violar a lei: anteciparam a data quando o utente propôs esquecer a credencial e pagar tudo do seu bolso.
Segundo a edição de Dezembro da TESTE SAÚDE, a colonoscopia é a campeã da espera, entre os 3 exames investigados. Com uma credencial do médico de família, o paciente aguarda entre 4 dias, na Clínica Dr. Mário Marcelino, de Braga, e 187 dias, no Hospital Valentim Ribeiro na mesma cidade. Mas se puder pagar a totalidade, 6 locais reduzem entre 34 e 175 dias. No Hospital Valentim Ribeiro, por exemplo, se desembolsar 150 euros, espera apenas 12 dias.
Para uma ecografia obstétrica com credencial, a maioria dos estabelecimentos impõe duas semanas de espera. Mas três locais têm prazos superiores a 2 meses. Na Clínica Médica do Bairro, a mais demorada, a grávida só teria vaga passados 83 dias. Com o pagamento integral, 9 anteciparam a data. A Gondolab, de Gondomar, lidera a lista, com 37 dias a menos.
Se precisar de fazer uma ecografia transrectal, na maioria dos casos, a espera não ultrapassa 10 dias. Nenhum dos estabelecimentos aceitou reduzir o prazo.
A DECO já enviou os resultados à Entidade Reguladora da Saúde, para que fiscalize o cumprimento da lei. Solicita ainda novas convenções ao Ministério da Saúde: por falta de acordos há mais de 10 anos, a oferta tem diminuído. A assimetria regional no acesso aos serviços, com desvantagem para o Alentejo e Algarve, é outro problema a resolver.
Os exames foram marcados anonimamente por telefone. Quando o estabelecimento indicava uma espera superior a 5 dias, o paciente insistia para antecipá-lo e perguntava se seria mais rápido com pagamento integral.
Em paralelo, a associação investigou o preço de 12 exames complementares de diagnóstico no privado e anotou grandes diferenças. Uma colonoscopia, por exemplo, custa de 90 a 350 euros. No portal desta associação (www.deco.proteste.pt), pode pesquisar os 2328 preços recolhidos, por distrito.
Fonte: DECO Proteste

domingo, novembro 23, 2008

Reportagem na RTP

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Antes de mais, quero aqui deixar um beijinho especial à jornalista da RTP, Isabel Costa, que tão bem soube entender-nos, que demonstrou uma enorme sensibilidade e com quem foi um verdadeiro prazer conversar. Agradeço-lhe também ter divulgado o Projecto Luz. Uma das dificuldades com que nos debatemos é a pouca divulgação que a nossa Associação tem. O nosso trabalho é voluntário, gratuito e acompanhamos os doentes oncológicos em qualquer fase da doença. Espero que esta reportagem possa suscitar alguma curiosidade e procura da nossa Associação: http://www.projectoluz.com/ . Um beijinho também para o Spielberg pela sua paciência e pelas imagens.

Um beijinho para a Alda e a Otília (parceiras de reportagem). Estiveram muito bem; lindas de cair para o lado e perfeitamente à vontade quais estrelas habituadíssimas às luzes e câmaras. A Otília chamou a atenção para um problema que nos devia envergonhar a todos e exigir aos nossos políticos uma actuação responsável e honesta: as listas de espera. A Alda focou um tema que nos é muito caro: o voluntariado. Temos a "obrigação" de dar um pouco do nosso tempo e do nosso coração aos outros. O exercício da cidadania tem muitas formas e esta é uma delas.

Um beijinho para todas as Amigas do Peito e do Coração porque esta reportagem também foi de cada uma delas. Aquelas palavras foram nossas porque calhou... Qualquer uma de nós teria dito o mesmo. Os nossos blogs e a amizade que cresceu virtualmente através deles fazem uma cadeia de afecto e de incentivo que nunca imaginei possível. Todas nos sentimos muito menos sós pelo facto de todas as outras existirem e serem como são.

Um beijinho para o nosso encenador Rui que sonhou o Projecto Mulheres e o Cancro da Mama, que levou às reportagens no Ribatejo e no Correio da Manhã e que conduziu à RTP. E que nos guiará pelo país fora a dizer a toda a gente que o cancro pode ter cura. Vejam-no em:
http://www.equemnaotemcao.blogspot.com/

E um beijinho muiiiiiiiiiiiiiito especial à minha família pelo apoio durante a fase mais aguda da doença e depois quando me voltei a integrar na vida do dia-a-dia e agora, todos os dias. Sempre!

E depois de tantos beijinhos, digam lá se não parece que já estou a agradecer o Oscarzito que não deve tardar... Hihihihi

sábado, novembro 22, 2008

Hoje!


Hoje foi mais um dia especial: almocinho em Beja e com direito a conhecer mais duas amigas: a Isabel Alegria e a Dulce Maria. Comemos, cantámos, rimos... Enfim, o costume.

E ainda este não tinha terminado, já o próximo tinha data e próxima! Pois claro, temos que nos despedir da Loulou.

Durante o "conbíbio", falámos com a Aidinha e ligámos à Gigi, mas não conseguimos falar com ela. Também era só para lhes dizermos uma coisa que elas já estão carecas de saber: que estão sempre no nosso pensamento e que as levamos para todo o lado no nosso coração. Não sei se perceberam a subtileza da frase: elas já estão carecas de saber? É que elas são umas carequinhas adoráveis.

A Isa, de conluio com as outras alentejanas, editou um boletim das Amigas do Peito e do Coração. Este foi, portanto, o número 1. O que quer dizer que o nº 2 terá que sair muito em breve... Ah, a coisa é para continuar.

By the way, e assim como não quer a coisa, digo-vos que o tal shot beta-estradiol está na mesma. A segunda análise tem valores equivalentes à primeira. Portanto, agora vamos saber o que isso quer dizer. A Cindinha, que controla metade da comunidade médica do Norte, já fez as investigações devidas e diz que isto não é nada. E se ela diz, a gente acredita. E não é que eu não acredite, mas pelo sim pelo não, vou também perguntar ao meu médico... Depois, digo.

Ah, e não se esqueçam de ver amanhã, domingo, o Telejornal das 20h na RTP1... Não é por nada, é só para estarem actualizadas e saberem o que se passa no país e no resto do mundo...

sexta-feira, novembro 21, 2008

?????


Depois, conto!
E espreitem O Clube das Mongas: alguém está de parabéns hoje!

Update: Já está! E sabem do que gostei mais? De conhecer a Isabel e o Spielberg. Adorei conversar com eles. Como sempre, o que interessa mesmo é o estar com as pessoas... Obrigada.

quarta-feira, novembro 19, 2008

17-Beta-Estradiol (E2)

Tem nome de shot, não é, mas antes fosse...! É uma porra qualquer que eu tenho em dobro do que é normal.

Não sei ainda o que significa e as pesquisas que fiz na Net não foram elucidativas. Vou falar com os médicos e depois darei notícias, claro. Mas, para já, o que vos quero dizer é que esta doença nos deixa de tal maneira fragilizadas que até um resultado positivo num teste de gravidez é suficiente para entrar em pânico – e eu já nem tenho hardware capaz de gerar criancinhas...!

Fogo! Já dei cinquenta e sete voltas à cabeça e elaborei mais de cento e trinta raciocínios sobre o que pode ter feito subir este valor, para além do óbvio que é cancro de mama e/ou de ovários (a fazer fé no que li na Net). A hipótese que mais me agradou foi a de se terem enganado no laboratório! Essa era mesmo a melhor... Depois, pode ser que seja da medicação. Essa também era uma boa, não era? Contrária a toda a lógica, mas simpática.

Update: já falei com o médico do IPO e ele “optou” pela hipótese mais agradável: isto deve ser engano! Diz que a experiência dele indica que estes valores representam sempre um engano e que a repetição dá sempre valores francamente mais baixos. Vou repetir as análises e juntar umas mais específicas. Ele diz para não ficar preocupada.... Bahahahahahaha... Só contaram p’á você, né?!

segunda-feira, novembro 17, 2008

Eu sou casmurra...


Vocês já me conhecem, né? Sabem que, quando toca a falar do que nos aflige, eu não finjo que está tudo bem. Quando a coisa está preta, eu digo que se preparem porque a coisa está preta. Não deixo de falar nas hipóteses mais negras quando me parece que há fortes probabilidades de as coisas descambarem. Por isso, podem esperar incentivos e esperança de mim, se eu os sentir e achar que se deve tentar. Por outro lado, e porque tenho o privilégio de trabalhar em cuidados paliativos, sei perceber o bem que é, às vezes, desistir de tentar a cura e procurar uns tempos menos dolorosos e mais dignos, ou seja, paliativos. E quando acho isso, vou sempre tentando transmitir essa ideia para que a calma e a serenidade se possam instalar em pessoas cuja cura já é impossível.

Tentei passar essa ideia à Buba e aos familiares que, felizmente, a entendiam e com ela estavam de acordo. Como sabem, estive com ela poucas horas antes da sua partida e a imagem que ela nos deixou até ao último minuto foi de tranquilidade, ausência de sofrimento e serenidade. Quem esteve perto de doentes com cuidados paliativos entende muito bem o que quero dizer. A diferença é abismal.

Isto tudo para dizer que sou a primeira a “puxar” para cuidados paliativos quando tudo indica, friamente, que as hipóteses de cura já passaram...

Recebi há pouco um telefonema da Gigi que me fez saltar o coração. Ela foi à consulta, já com os resultados da PET e da TAC, e não tem boas notícias. O linfoma espalhou-se de tal forma que os médicos encararam a hipótese de já não fazer o auto-transplante: é muito arriscado (pode ser fatal) e as hipóteses de sucesso baixaram bastante.
A alternativa? Não há. Tudo o mais que possam fazer não é curativo; será “paliativo”... Estou a falar assim, neste tom tão objectivo, porque foi assim que falei com a Gigi e ela falou comigo.

Conhecem aquela miúda, não conhecem? Não vos é difícil imaginar a sua escolha, pois não? Empurrou aquela gente e lá concordaram em fazer o auto-transplante!

E porque é que eu sou casmurra? Porque continuo, como sempre e desde o início, a acreditar que este caso vai ter um desfecho feliz. Tal como a Gigi acredita. O meu coração fica partido só de pensar em como ela se está a sentir. Fico babada de orgulho, até às lágrimas, por ser amiga de uma pessoa tão corajosa e tão inteira! A forma consciente, corajosa e dorida como ela falou desta fase é a maior prova de quão grande ela é. Sofre, olha friamente para os dados, sofre e escolhe porque acredita. E eu também! Mas não é o acreditar que mascara o virar a cara para o lado. É acreditar mesmo. Não é fingir que vai correr tudo bem. É acreditar mesmo.

Sinto-me danada/revoltada/f......... por este fdp estar a ganhar terreno numa pessoa tão jovem, mas continuo tranquila porque SEI, TENHO A CERTEZA, de que não será por muito mais tempo. Ela vai estar aqui, daqui a um ano, ainda de ressaca, mas pela piela que vai apanhar na véspera, que é o dia do seu próximo aniversário. Podem chamar-me casmurra, mas é nisso que acredito...!

Foi ontem...


Foi ontem, Comandante! Foi ontem que se deu o clique.
Este projecto desde logo me pareceu muito interessante, capaz de chegar a um grupo vasto de pessoas e de poder desmistificar um pouco a temática do cancro de mama – sempre tão assustadora.
No entanto, a minha própria participação afigurou-se-me uma escolha pobre: não sou actriz, não quero ser. E para além de não ter apetência, não tenho, decididamente, o jeito, porque de talento então nem é bom falar. Esta temática poderia ter sido desenvolvida, com o mesmo rigor e maior qualidade, por actrizes de verdade que, por certo, projectariam no público uma teia de emoções e uma mensagem igualmente eficazes.
E este senão foi, desde o início, o meu calcanhar de Aquiles. A minha resistência interior em estar a fazer uma coisa para a qual não sou dotada, que faço com esforço, que não gosto de fazer e que sei que não vai sair com qualidade... Perguntarão: Então, o que estavas a fazer ali? Boa pergunta! Tenho-a feito todos os domingos, ou melhor, todos os dias. Porque aquele convívio é muito saudável, porque gosto muito de estar com aquelas amigas e porque acredito no projecto e porque fiquei à espera (tal como a assistente de produção me sugeriu) do clique.
E ontem apareceu a Zélia e eu, finalmente, percebi - com o coração – porque estou (estamos) ali. A Zélia está a começar o processo: vai ser operada em breve, ainda não sabe o que o futuro lhe ditará. O importante não é o teatro. O importante não é aparecermos nos jornais. O importante nem sequer é o público encarado de uma forma anónima. O importante, ontem, foi aquela pessoa. E o importante, em cada dia, em cada representação, será uma pessoa, outra pessoa... Pessoas que, tal como nós, vivem o choque, vivem o medo, vivem a desilusão, vivem a força, vivem a alegria, vivem a esperança. Estão a procurar o apoio onde colocar os pés para permanecerem levantadas. E a essas temos muito a dizer. E a todas as que, no futuro, tiverem que lidar com esta doença também. E a todas que têm ou terão familiares ou amigos com ela.
Temos a dizer-lhes do nosso choque, do nosso medo, da nossa desilusão, da nossa força, da nossa alegria e da nossa esperança. E isso pode fazer toda a diferença...

Obrigada por terem esperado por mim. Agora estou de corpo e alma inteiros convosco e foi ontem, Comandante, foi ontem que se deu o clique!

(Texto escrito para o Blog "Quem não tem cão" sobre o 3º ensaio - Projecto "Mulheres e o cancro da mama") - http://www.equemnaotemcao.blogspot.com/

domingo, novembro 16, 2008

GiGi


Eu sei, eu sei, eu sei: é tarde! Mas ainda é dia 16 e ainda vou a tempo de enviar um super-hiper-mega-beijo à Gigi pelo seu aniversário. Desejo-te o melhor do mundo, minha querida, e muita, muita saúde.

Hip Hip Urra!

Aqui vi o presente:

Num país onde existem milhares de dadores de sangue e só há 1o mil dadores de medula, é urgente que todos os que tenham mais de 18 anos e menos de 45, se vão registar como eventuais dadores.
Tomei a liberdade de colocar aqui o link para que possam aceder ao Centro de Histocompatibilidade do Sul http://www.chsul.pt/,
existe também um no Norte http://www.chnorte.min-saude.pt/
e no Centro http://www.histocentro.min-saude.pt/.
Tanto no do Norte como no do Sul, têm os interessados a possibilidade de descarregarem um formulário clínico, para posterior envio pelo correio e mais tarde receberem uma carta para poderem então ser dadores.
Numa primeira fase, trata-se apenas de uma recolha de sangue perfeitamente normal, como se fossem umas análises, e se mais tarde tiverem o privilégio de serem compativeís com alguém, terão então de vos ser retiradas as células compatíveis, mas será também através do sangue; nada que custe, posso garantir-vos, eu já fiz isso, é um bocado seca, mas é indolor.
Julgo que se trata de uma oportunidade única, talvez a melhor depois de se ser pai/mãe, a possibilidade de se dar uma nova vida, uma segunda vida a quem padece de uma doença que pode ser mortal se outros tratamentos não resultarem.
Está portanto nas vossas mãos/sangue ajudar, mas peço-vos que reflitam bem antes de tomarem esta decisão, pois não há nada pior do que ser chamado, pois encontraram um doente compatível, e depois o dador, com receio, não comparece.Quero só acrescentar que ao ser dador, entra-se numa base de dados internacional, o que significa que poderão salvar uma vida em qualquer ponto do globo.Se decidirem ser dadores, e a malta de Lisboa e arredores deve clicar no Centro de Histocompatibilidade do Sul, deve saber que não vai só ter a possibilidade de me ajudar a mim, na verdade e como todo o processo é confidencial, nunca saberemos quem é o dador e quem é o doente.

quarta-feira, novembro 12, 2008

IRRA !!!

Irra! Que são chatas com essa coisa dos desafios... Este foi-me lançado pela Loulou (não tem mesmo mais nada para fazer...):




1 - Publicar uma foto pessoal



2- Escolher uma banda ou um cantor

Leonard Cohen

3- Responder a algumas perguntas com títulos de músicas ou nomes de cantores e/ou bandas:

a) És homem ou mulher? - Ser ou não ser – André Sardet
b) Descreve-te - Corpo e Alma – Simone
c) O que as pessoas acham de ti? - Meravigliosa creatura – Gianna Nannini (!!!!)
d) Como descreves o teu último relacionamento? - Thank You - Dido
e) Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado/companheiro ou parceiro ou whatever - O primeiro dia do resto da minha vida –Sérgio Godinho
f) Onde querias estar agora? - Na terra dos sonhos – Jorge Palma
g) O que pensas a respeito do amor? - Gonna make you na offer you can’t refuse – Jimmy Helms (quem conhece????)
h) Como é a tua vida? - In the arms of one angel – Sarah McLaughlin
i) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? - Outra vez – Maria Bethania
j) Escreve uma frase sábia - I can see clearly now – Jimmy Cliff

4- Por fim cabe-me desafiar 4 pessoas:

Gosma - http://aimportanciadenaoserimportante.blogspot.com/
Mimas - http://aternuradosque.blogspot.com/
Isa - http://umaluznaescuridao.blogs.sapo.pt/
Dyna - http://dinh1nh4.blogspot.com/

A Miss Lapatiniba...

... telefonou a contar o resultado da sua consulta de hoje.

O potássio (dá vontade de lhe chamar putacio...) estava a precisar de reforço e levou umas litradas outra vez (o pessoal do norte bebe-lhe bem!). Um valorzito do fígaro (perdão, do fígado) estava um pouco alto (a gente já sabia que os fígados dela não eram grande coisa...) e como está com muitos vómitos e diarreia, a médica optou por lhe suspender a medicação por 12 dias e retomar a 24. A ordem, até lá, é enfardar até partir! Precisa de comer, de se fortalecer e de engordar. Eu até sugeria as papas de sarrabulho, mas tenho medo que ela me vomite para cima mesmo pelo telefone.

Portanto e em resumo, a cachopa está de férias de tratamentos para engorda. Está cansadita, mas agora com boa comidinha vai ficar com mais forças.

Fofinha, muitas beijocas e já sabes da conversa do costume: ADORAMOS-TE ADORAMOS-TE ADORAMOS-TE
"Prontes"!

terça-feira, novembro 11, 2008

Coisas da Carlinha...


segunda-feira, novembro 10, 2008

De volta... :o(


ADOREI ADOREI ADOREI


Ai Jesus, nem sei que vos diga... A Gosma já fez o favor de dizer parte do que eu tinha para postar... Principalmente aquela parte dos dois labregos, que nunca passaram da Buraca, ficarem embasbacados a olhar para tudo... Ok, já passámos da Buraca (todos os dias vamos quase até Sintra), mas ficámos embasbacados na mesma...!

Não vale a pena dizer do que gostei, porque gostei de tudo. Não vale a pena destacar nada, porque tudo é de cair para o lado... Andámos quilómetros, temos centenas e centenas de fotos, e consegui visitar tudo o que tinha no programa e até mais. Havia dois must-see que não queria perder de todo: a Praça do Teatro em Montmartre e o pêndulo de Foucault no Pantheon. Isso e muito mais está cá dentro bem guardadinho, para sempre.

Até à data, tinha eleito Roma como a cidade mais bonita que conheço. Pronto, Roma passou para segundo lugar...


Fomos a:


Quartier Latin, Sorbonne, Pantheon, Les Marais, Notre-Dame, Hotel de Ville, Louvre, Musée d'Orsay, Tulleries, Concorde, Les Invalides, Champs Elysées, Arc du Triumphe, Tour Eiffel, Opéra, Pigalle, Abbesses, Sacré Couer, Montmartre, École Militaire, Trocadéro, Madeleine, etc, etc, etc... Ruas e ruas palmilhadas a pé até já não haver pernas para mais... Fizémos um passeio de barco no Sena. Comemos muitos crioissants, bebemos chocolate quente e ainda nem tive coragem para me pesar...


Quando as fotos estiverem prontas, a gente manda por mail.


Entretanto, houve outras novidades, mas fica para novo post...



Só mais um pequeno apontamento: visitar igrejas é do que mais gosto. Em Paris, gostei particularmente do Sacré Couer, não por ser a mais bonita (se bem que seja linda!), mas foi onde respirei melhor a atmosfera de recolhimento e silêncio, apesar de ter muito turistas. Lá, parei e lembrei-me de todos, principalmente de todas as amigas do peito. Uma especial oração pela Gigi e pela Covinhas em frente de uma imagem pequenina e despercebida da Virgem Maria, uma vela acesa por todos aqui de casa, pelos amigos, pela família e pelas amigas a combater o bichareco. Um momento só meu, encostadinha a um canto, de mão no peito, a olhar para Cima e para dentro. Um momento só meu em que vocês também estiveram presentes. Também as minhas afilhadas tiveram uma parcela daquele silêncio... Enfim, tentei não esquecer ninguém que é importante para mim. Nem sempre se consegue vivenciar momentos destes e eu tive este privilégio. Aproveitei-o e é mais uma riqueza que fica cá dentro.


Agora estou de volta cheia de vontade de comer sopa e peixe grelhado... A comida lá é cara comó raio...!

quarta-feira, novembro 05, 2008

Agora, não me macem mais!


VOU-ME EMBORA! Adeus, não me aborreçam.

Congratulations!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Densitometria óssea

Este marafado do Tamoxifeno até nos come os ossos, daí que faça uma densitometria de vez em quando. Hoje, fui buscar o resultado da última. E, se bem que a massa óssea tenha diminuido ligeiramente, os valores continuam a ser normais para a idade, raça, sexo e etc... (sendo o etc. deixado à vossa imaginação).

Também com a fortuna de produtos naturais que eu tomo todos os dias, era o que mais faltava estar para aí a partir-me toda...

Não tem nada a ver com ossos, mas até tem a ver com o que lá vai dentro: A Gigi está bem, aguarda a data do transplante e está muito constipada. Portanto, a única novidade é sabermos que aguarda a data do transplante, porque que está bem e é ranhosa já nós sabíamos...!

sábado, novembro 01, 2008

Mulheres levam doença ao palco

Correio da Manhã




Uma vez por semana, mulheres sem experiência teatral relatam como viveram e derrotaram a doença mais temida




São mulheres que têm pelo menos duas coisas em comum: todas venceram o cancro da mama e nenhuma tem experiência de palco.Nas tardes de domingo juntam-se no Cineteatro Casimiros, em Rio Maior, para falar abertamente sobre a sua experiência e encenar uma peça de teatro em que a doença é o assunto central.
Esta "ideia" está a ser desenvolvida pela oficina de artistas Quem não tem Cão, de Rio Maior. "A partir dos relatos de cada mulher, vamos ficcionar uma história, que no final não será a história concreta de nenhuma delas, mas uma em que todas se revejam", explica ao CM Rui Germano, principal dinamizador do projecto, acrescentando não querer trabalhar com actrizes, apenas com mulheres que sintam na pele o drama do cancro da mama. Perante "um desafio enorme", o próprio ainda não sabe o que vai apresentar, mas diz sentir-se "muito confiante, pois o grupo mostra estar bastante motivado".
Ao primeiro encontro, há duas semanas, vieram oito mulheres. Antes do segundo, a novidade espalhou-se nos blogues e apareceram várias caras novas, o que deu grande alento a Rui Germano, que está curioso quanto ao número de participantes que vai conseguir reunir. Nos ensaios, divididos em duas partes, não há formalidades. Primeiro, as mulheres sobem ao palco e conversam abertamente sobre a doença. Sem segredos ou preconceitos, relatam na primeira pessoa o medo que as invadiu no momento da descoberta e a angústia de contar à família.
As técnicas de expressão e representação chegam num segundo momento do ensaio, onde se trabalha um esboço de texto, ainda incipiente. "Muitos dos exercícios feitos em teatro vasculham a intimidade das pessoas, têm a ver com o abrir de caixas, com o dar a conhecer fragilidades que nos assustam", sustenta Rui Germano, para quem "é neste sentido que o projecto pode ser extremamente enriquecedor para quem nele participar".
DETALHES
ESTREIA POR DEFINIR
Rui Germano ainda não tem data de estreia para a peça.
ÂMBITO NACIONAL
O projecto reúne mulheres de Rio Maior, Lisboa, Caldas da Rainha e Ovar, mas encontra-se aberto à participação de quem pretender fazer parte dele.
DE OVAR PARA RIO MAIOR
Laurinda Almeida é quem se desloca de mais longe, pois reside em Ovar. "Senti-me bastante à vontade, pois falámos de uma realidade pela qual todas passámos", disse ao CM.