É só mais um bocadinho!
Linha Cancro - 808 255 255
Sexta-feira, Agosto 31, 2007
Alda

Há um ano, era assim: "Uma das nossas "meninas", a Alda, vai ser operada amanhã. Daqui vai um grande beijinho e a certeza de que tudo vai correr bem. Força! É só mais um bocadinho...
Até já."
Um ano já passou, amanhã vamos estar com a Alda, fresca, bonita e saudável!
Parabéns!
Sábado, Agosto 25, 2007
Ganda Anixinha!
A nossa amiga Anixinha anda numa nova batalha. Como podem ver neste video, ela está sempre a sorrir... Obviamente, só pode ganhar! Força Anixinha! É só mais um bocadinho...
Segunda-feira, Agosto 20, 2007
O Trabalho da Sílvia
Há uns tempos, a Sílvia, estudante do 12º ano da Escola Secundária de Penafiel, veio até este blog solicitando o meu contributo para o seu trabalho na área de projecto. O tema era Cancro da Mama.
Achei muito importante que, ainda tão nova, se preocupasse com um tema tão… pesado. Respondi ao que me perguntou com a maior disponibilidade e desejei que esse trabalho ajudasse as futuras mulheres que ali estavam a encarar com menos medo esta doença.
Os meses passaram e, sinceramente, já me tinha esquecido da troca de emails e comentários no blog.
Agora, recebi um novo email da Sílvia, contando que o trabalho dela lhe valeu um… 20!
Parabéns!
Pude rever algumas das coisas que lhe disse e de que já não me recordava. Este pequeno texto foi a minha resposta à sua pergunta: Depois de tudo como vê e vive a vida?
" Como vejo e vivo a vida?! Da mesma forma que antes e, ao mesmo tempo, de forma completamente diferente. Não te quero estar a "vender" aquelas frases feitas do estilo: agora dou importância àquilo que é efectivamente importante, não ligo a pormenores e mesquinhices... Nada disso. Continuo a reagir a coisas que não valem nada, irrito-me com pequenas coisas... Mas, de facto, tudo está diferente. Parece um paradoxo, e se calhar é, mas é assim que me sinto. Não deixo nada de importante por fazer, não penso que gosto muito de uma coisa, mas que a vou fazer quando tiver tempo daqui a uns anos. Não. Faço agora; não sei se vou cá estar daqui a uns tempos. Tento fazer com que a minha vida valha a pena e que, nem que seja num pormenor, o mundo fique um pouquinho melhor depois de me ir embora. Tento entender os mistérios do relacionamento entre as pessoas, tento não ser preconceituosa e olhar para a essência das coisas sem me distrair com a forma.
Também me acontece acordar a meio da noite e sentir um medo, como se fosse um murro no estômago, ao pensar que posso não ter ficado curada. Não acontece muito, mas ainda acontece. Um ano é pouco tempo para se saber como estamos a evoluir.
Não é fácil viver em equilíbrio entre a medo e a alegria. Viver o dia a dia com optimismo, mas não perder a consciência dos perigos. É um balancear constante. Diria que 90% do tempo é de alegria, força e vontade de viver, 10% é de receio, incerteza e medo...
Não sei se isto responde à tua pergunta, mas é um pouco difícil de colocar por palavras.
Um grande beijinho e já sabes que estou ao dispor
Manuela "
É bom recordar e verificar como se vai alterando a percentagem de alegria e de medo: 93% vs. 7%... Já ganhei mais uns 3% de descanso!
Sexta-feira, Agosto 10, 2007
De férias...! Ah pois, outra vez...

É isso mesmo! De férias, outra vez...
Mas são poucos dias. E virei aos blogues e ao mail para saber novidades das minhas amigas do peito. Novidades que, eu espero do coração, sejam as melhores possíveis.
Fiquem bem, tenham bons resultados, tratamentos levezinhos e aproveitem bem a vida!
Sexta-feira, Agosto 03, 2007
O Luto
Nunca falámos sobre o luto. E no entanto, já partilhámos perdas...
Encontrei este pequeno texto no livro que ando a ler neste momento: Cuidados Paliativos, de Robert Twycross, Climepsi Editores.
“Chorar (prantear) não é esquecer” disse ele delicadamente, enquanto o seu desamparo desvanecia-se e a sua voz se tornava sábia. “É um desfazer. Os nós de cada minuto devem ser desatados e algo permanente e valioso ser recuperado e assimilado a partir deles. O fim é dádiva, sem dúvida. Abençoados sejam os que choram, porque em verdade se tornarão fortes. Mas este processo é semelhante ao de todo o nascimento humano, doloroso e longo e eivado de perigos”
“A angústia do coração tanto pode ser física como espiritual. É sempre a pessoa na sua globalidade que deve ser curada, porque aquilo que fere uma parte fere o todo” – Marilyn Relf.
O luto é a maior crise pessoal que muitas pessoas têm jamais de enfrentar e, tal como outros acontecimentos de vida stressantes, tem sérias consequências para um número substancial de pessoas. O luto não é apenas emocional, é também uma experiencia física, intelectual, social e espiritual. O luto afecta os sentimentos, os pensamentos e o comportamento. Uma grande perda obriga as pessoas a adaptarem as suas concepções sobre o mundo e si próprias, e o luto é um processo de transição. O luto é o processo através do qual as pessoas assimilam a realidade da sua perda e encontram uma forma de viverem sem a presença física da pessoa falecida.
Quarta-feira, Agosto 01, 2007
Vejam bem nos céus...

Até já."
Há uns tempos, a Sílvia, estudante do 12º ano da Escola Secundária de Penafiel, veio até este blog solicitando o meu contributo para o seu trabalho na área de projecto. O tema era Cancro da Mama.Achei muito importante que, ainda tão nova, se preocupasse com um tema tão… pesado. Respondi ao que me perguntou com a maior disponibilidade e desejei que esse trabalho ajudasse as futuras mulheres que ali estavam a encarar com menos medo esta doença.
Os meses passaram e, sinceramente, já me tinha esquecido da troca de emails e comentários no blog.
Agora, recebi um novo email da Sílvia, contando que o trabalho dela lhe valeu um… 20!
Parabéns!
Pude rever algumas das coisas que lhe disse e de que já não me recordava. Este pequeno texto foi a minha resposta à sua pergunta: Depois de tudo como vê e vive a vida?
" Como vejo e vivo a vida?! Da mesma forma que antes e, ao mesmo tempo, de forma completamente diferente. Não te quero estar a "vender" aquelas frases feitas do estilo: agora dou importância àquilo que é efectivamente importante, não ligo a pormenores e mesquinhices... Nada disso. Continuo a reagir a coisas que não valem nada, irrito-me com pequenas coisas... Mas, de facto, tudo está diferente. Parece um paradoxo, e se calhar é, mas é assim que me sinto. Não deixo nada de importante por fazer, não penso que gosto muito de uma coisa, mas que a vou fazer quando tiver tempo daqui a uns anos. Não. Faço agora; não sei se vou cá estar daqui a uns tempos. Tento fazer com que a minha vida valha a pena e que, nem que seja num pormenor, o mundo fique um pouquinho melhor depois de me ir embora. Tento entender os mistérios do relacionamento entre as pessoas, tento não ser preconceituosa e olhar para a essência das coisas sem me distrair com a forma.
Não é fácil viver em equilíbrio entre a medo e a alegria. Viver o dia a dia com optimismo, mas não perder a consciência dos perigos. É um balancear constante. Diria que 90% do tempo é de alegria, força e vontade de viver, 10% é de receio, incerteza e medo...
Não sei se isto responde à tua pergunta, mas é um pouco difícil de colocar por palavras.
Um grande beijinho e já sabes que estou ao dispor
Manuela "
É bom recordar e verificar como se vai alterando a percentagem de alegria e de medo: 93% vs. 7%... Já ganhei mais uns 3% de descanso!

É isso mesmo! De férias, outra vez...
Encontrei este pequeno texto no livro que ando a ler neste momento: Cuidados Paliativos, de Robert Twycross, Climepsi Editores.
“Chorar (prantear) não é esquecer” disse ele delicadamente, enquanto o seu desamparo desvanecia-se e a sua voz se tornava sábia. “É um desfazer. Os nós de cada minuto devem ser desatados e algo permanente e valioso ser recuperado e assimilado a partir deles. O fim é dádiva, sem dúvida. Abençoados sejam os que choram, porque em verdade se tornarão fortes. Mas este processo é semelhante ao de todo o nascimento humano, doloroso e longo e eivado de perigos”
“A angústia do coração tanto pode ser física como espiritual. É sempre a pessoa na sua globalidade que deve ser curada, porque aquilo que fere uma parte fere o todo” – Marilyn Relf.
O luto é a maior crise pessoal que muitas pessoas têm jamais de enfrentar e, tal como outros acontecimentos de vida stressantes, tem sérias consequências para um número substancial de pessoas. O luto não é apenas emocional, é também uma experiencia física, intelectual, social e espiritual. O luto afecta os sentimentos, os pensamentos e o comportamento. Uma grande perda obriga as pessoas a adaptarem as suas concepções sobre o mundo e si próprias, e o luto é um processo de transição. O luto é o processo através do qual as pessoas assimilam a realidade da sua perda e encontram uma forma de viverem sem a presença física da pessoa falecida.


















