É só mais um bocadinho!

terça-feira, maio 29, 2007

Informação útil!

segunda-feira, maio 28, 2007

Manel

Quando tu morreste... eu pensei em mim!

Revi todos os meses em que viveste doente, em que conservaste o sorriso, em que nunca te lamentaste. E pensei em mim.

Eras tão púdico, tão cioso da tua privacidade... Como é que aceitaste tão bem a tua nova dependência? Como é que não rejeitaste as fraldas? Como é que permitiste que uma desconhecida te lavasse e tratasse todos os dias? Como é que aceitaste isso com um sorriso e sempre com uma piada? Nunca demonstraste incómodo por veres devassada a tua intimidade. Só pude pensar em mim.

Sabias que tinhas um cancro e aproveitavas o sol e o cheiro do mar. Sabias que ele crescia dentro da tua cabeça e apreciavas os teus filhos como nunca o tinhas feito. Ias perdendo as tuas faculdades e, inexplicavelmente, ganhavas outras... Ganhaste a capacidade de apreciar tudo o que te rodeava. Não eras capaz de comer sozinho, mas bebias a vida sofregamente. Já não conseguias ler os livros de que tanto gostavas, mas lias a alma dos que estavam perto.

Deixaste-me um livro. Escreveste: É DA MANUELA!

Quando tu morreste, estive ao lado da tua filha, na morgue, a lavar-te, vestir-te, perfumar-te, pentear-te. Estavas bem, sereno, elegante.

E eu pensei em mim. Um dia, se estivesse muito doente, queria ser como tu.

Oito meses depois, tive essa oportunidade.

quarta-feira, maio 23, 2007

Cancro da mama: diagnóstico mais rápido

IPO identificou mutação de um gene associado ao cancro da mama hereditário

PortugalDiário on-line, 2007.05.22


Investigadores do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa identificaram a mutação de um gene associado ao cancro da mama hereditário, abrindo caminho a um diagnóstico mais rápido da doença, anunciou hoje a instituição.

Os investigadores do Centro de Investigação em Patobiologia Molecular do IPO conseguiram identificar um tipo raro de mutação no gene BRCA2, tendo os resultados desta pesquisa sido publicados na última edição da revista científica «Journal of Clinical Oncology».
Foi já identificada a mutação desse gene em 21 famílias portuguesas, um diagnóstico realizado depois de aconselhamento na Consulta de Risco Familiar de Cancro da Mama, refere o comunicado hoje divulgado pelo IPO de Lisboa.

No total, os investigadores estimam que cerca de 1.200 pessoas sejam portadoras desta alteração genética, uma mutação que ocorreu num antepassado comum há centenas ou milhares de anos.
Os especialistas do IPO trabalharam durante dois anos para identificar esta mutação genética, que é a primeira mutação fundadora portuguesa, o que vai permitir identificar imediatamente quais as famílias de alto risco, explicou à agência Lusa uma fonte da instituição.

Esta descoberta pode ainda possibilitar um diagnóstico mais rápido da doença e levar a uma prevenção através de medidas cirúrgicas. O cancro da mama é o tumor maligno que mais afecta as mulheres portugueses e entre 5 a 10 por cento do total de casos são hereditários.

sexta-feira, maio 18, 2007

Estudo português: nova terapia para o cancro

Descoberta nova forma de controlar a propagação das células tumorais

Um estudo realizado em Portugal e na Alemanha sugere uma nova terapia para controlar a propagação das células tumorais para novos tecidos, um processo conhecido por metástase e que está associado a alto risco de morte, noticia a Lusa.
Segundo a investigação, publicada esta sexta-feira pela revista Human Molecular Genetics, da Universidade de Oxford (Reino Unido), essa movimentação celular caótica pode estar ligada à activação aberrante de uma molécula chamada EGFR (acrónimo em inglês para Receptor do Factor de Crescimento Epidérmico), existente na membrana celular.
Ana Rita Mateus, Raquel Seruca e colegas da Universidade do Porto e da Universidade Técnica de Munique (Alemanha) mostram no estudo que «a inibição dessa activação pode converter a excessiva motilidade celular num padrão benigno».
Assim, os investigadores sugerem que os fármacos inibidores de EGFR - já disponíveis no mercado mas usados sobretudo em casos de cancro do pulmão - podem constituir uma nova terapia para controlar as metástases noutros tipos de tumores, como o do estômago.
«O interessante do estudo», disse à Lusa Raquel Seruca, «é que quando há alterações no gene da cadrina epitelial (cadrina-E), uma molécula da membrana celular que tem parte dentro e parte fora da célula, ela não é capaz de inibir o EGFR».
Como já se suspeitava que a EGFR interage com a parte extracelular da Cadrina-E, os cientistas testaram quatro mutações desta molécula, duas com efeitos na parte interior e as outras duas na exterior. No final, como previam, observaram que só estas últimas afectavam a interacção com a EGFR.
Ao analisarem estas interacções, os investigadores descobriram que nas células com mutações extracelulares (e motilidade aberrante) a EGFR estava muito activada, o que não acontecia nas células em que a molécula E-cadherin era normal ou tinha outras mutações.
Os resultados destas experiências, ou seja, que as mutações extracelulares da E-cadherin perturbam a ligação desta molécula à EGFR e provocam uma activação anormal desta, indicam que cadrina-E, quando intacta, controla a activação da EGFR e que a activação anormal desta é responsável pelas alterações de motilidade das células extracelulares mutadas.
Os autores do estudo, que durou dois anos, observaram também que nem todas as mutações da cadrina-E (extracelulares ou intracelulares) facilitam o processo canceroso da mesma maneira, o que significa que pacientes com mutações diferentes, mesmo numa só molécula, poderão precisar de terapias diferentes.
Os passos seguintes, segundo Raquel Seruca, investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e presidente da Sociedade Portuguesa de Genética Humana, serão validar o estudo «in vivo», já que foi feito «in vitro», e fazer ensaios clínicos.

sexta-feira, maio 11, 2007

Para a Cláudia!

Força Querida Cláudia.

É só mais um bocadinho!

domingo, maio 06, 2007

Meditação e Afirmação de Religação

"Sim, o nosso corpo, para além de ser uma biblioteca viva, envia-nos constantemente informação sobre os diversos estados do seu interior. Sim, todos sabemos disso, mas, como directores dessa mesma biblioteca, prestamos atenção às mensagens dos vários gestores das mesmas? Alguns exemplos: quando o gestor do estômago lança um alerta de “por favor, mais comida não” ou “por favor, esse alimento não” o que fazemos?
Quando sente uma dor de cabeça, toma um comprimido (ignorando o gestor desse local)?

Experimente parar, colocar as mãos na zona que lança o alerta e durante alguns minutos mantrar (e sentir, relativamente a essa zona do seu corpo): “amo-te muito”.

Fique atento.

Respire fundo, feche os olhos e continue a mantrar: “amo-te muito”.

Surpresas acontecerão. Boa meditação!"

Fonte: www.portais.org (Ankh)