É só mais um bocadinho!

quarta-feira, agosto 30, 2006

É só mais um bocadinho...

Uma das nossas "meninas", a Alda, vai ser operada amanhã. Daqui vai um grande beijinho e a certeza de que tudo vai correr bem. Força! É só mais um bocadinho...
Até já.

sábado, agosto 26, 2006

AJUDO

Existe mais uma associação para apoiar doentes oncológicos, nomeadamente em questões legais. Funciona em regime de voluntariado e tem como data oficial de início de actividade o dia de ontem.

Consultem o site:
http://ajudo.planetaclix.pt/

Obrigada à AJUDO por estar presente!

quinta-feira, agosto 10, 2006

Um contributo “do outro lado”…!

Este texto é o contributo de uma amiga, enfermeira no IPO, e que nos relata um outro olhar sobre o cancro: o de quem nos trata, de quem ouve as nossas angústias enquanto nos muda o penso e de quem, às vezes, também chora… por nós.


“Olá, sou a Margarida e gostava de dar as boas vindas a todos os que procuram este espaço de “conversa”.

Trabalho no IPO, e, por coincidência no serviço de cirurgia onde a Manuela realizou as duas cirurgias. Mas por obra do acaso, ou talvez não, descobri a nossa amiga mais tarde, em Julho deste ano quando frequentava um curso da AMARA. Foi então que nos conhecemos: conversámos nos intervalos, discutimos ideias e ficámos amigas.

Sou enfermeira e, estou aqui porque a M. me pediu para falar um pouco da experiência de cuidar de pessoas com cancro, em particular das mulheres com este problema.
Ninguém fica indiferente quando está frente a frente com esta doença. Primeiro vem o choque, a pessoa nem quer acreditar que tem um cancro, fica como que entorpecida, petrificada. Depois percebe que é verdade e chora, tem medo…e pergunta, porquê eu? Que fiz eu de mal? Revolta-se contra a vida e contra os outros! Mas ninguém tem culpa!

Por isso quando a mulher entra no serviço de cirurgia, pode apresentar-se de muitas formas. Algumas tentam manter alguma normalidade, mostrando-se calmas. Outras mostram-se como guerreiras, determinadas a combaterem o cancro com todas as armas e força de que dispõem. E outras ainda, expressam receios com a anestesia / cirurgia, e por estarem numa situação que decerto não querem. O enfermeiro tenta reduzir os medos do desconhecido, por isso fala sobre aspectos relacionados com a cirurgia e dá resposta às dúvidas. Espera-se que seja um internamento curto. Bem, não tão curto como o da Manuela! Certo!

Mas nos momentos de silêncio, quando pensamos que ninguém nos observa, encontro o olhar triste das doentes. Embora tente sempre demonstrar disponibilidade para falar das angústias da “alma”, é nestes momentos que me parece mais oportuno. Algumas conseguem falar, outras preferem esconder a sua dor, como se um nó na garganta se formasse e não conseguissem soltar palavra alguma. Respeito essa vontade, pois sei que é difícil falar com estranhos, sobre coisas que nos provocam muita dor. Depois o hospital é um local onde existe muito movimento, estão sempre coisas a acontecer, gente a passar. Temos dificuldade em falarmos dos nossos sentimentos e mostrarmos as nossas emoções (chorar é entendido por muitos como sinal de fraqueza). Muitas vezes são os nossos entes mais chegados, que sem maldade nos dizem: “Vá lá, não chores! Tudo vai passar!” E deste modo, fica tudo guardado para quando chegarmos a casa, e estivermos sozinhos para podermos chorar à vontade.

Pois, por mim, prefiro que seja genuína, se tiver vontade de chorar, pois chore! Se estiver angustiada e com necessidade de falar, pois fale com a sua melhor amiga, com o seu marido, ou com alguém que a reconforte, e porque não com o seu enfermeiro?
Eu espero que assim aconteça! Queremos ajudá-la a passar melhor esta fase! Pode contar connosco!”

Vá, aproveitem-na, abusem dela e façam-lhe todas as perguntas que quiserem...!

domingo, agosto 06, 2006

Também há maneiras divertidas de o fazer...


Vejam, no link abaixo, um video sobre o Auto-Exame da Mama e não se esqueçam que alegria e boa disposição também é saúde!

My Lovely Lady Lumps!
Podem consultar também os videos à direita do ecran...

quarta-feira, agosto 02, 2006

Agora e sempre... a prevenção


"Mamografia e Despiste do Cancro da Mama

Um dos grandes acontecimentos do século XX no mundo ocidental foi a tomada de consciência por parte das mulheres da necessidade de uma maior intervenção social, politica e económica.

Curiosamente, estas mulheres têm por vezes uma atitude expectante quando se trata da sua saúde, negligenciando sintomas que as deviam alertar.

A mulher deve encarar a sua saúde de uma forma mais participativa, de maneira que de um modo simples e com alguns exames não invasivos, possa beneficiar de toda uma panóplia de meios que só a beneficiarão.

O segredo para a classe médica, será de envolver todas as mulheres nesta cruzada contra o cancro e sobretudo para a necessidade de uma detecção precoce.

A prevenção em Senologia

A verdadeira prevenção não existe, porque as causas de cancro na mama são múltiplas e ainda não totalmente identificadas. No entanto, a mamografia é o método mais fiável de despistagem precoce do cancro da mama.

O cancro da mama é a primeira causa de mortalidade na mulher.

Cerca de 30.000 novos casos são detectados por ano. Estudos efectuados nos Estados Unidos, Suécia e Holanda demonstraram que a detecção precoce, fez baixar a taxa de mortalidade entre 30 e 40%.

Quanto mais precoce for a despistagem, maior e melhor será a expectativa de vida.

É importante conhecer os sinais que podem revelar um cancro da mama:
- Um nódulo pequeno ou espessamento da pele;
- Uma modificação da forma da mama ou um mal-estar persistente;
- Escorrência mamária fora de um contexto de gravidez.
Em caso de aparecimento destes sinais deverá consultar imediatamente o seu médico.

Para as mulheres que não têm nenhum sintoma as recomendações médicas são as seguintes:

- Mulheres com mais de 20 anos, deverão proceder mensalmente e após o período menstrual a um cuidadoso auto-exame.

- Mulheres com mais de 50 anos deverão efectuar uma mamografia de dois em dois anos.

As mulheres com antecedentes familiares ou pessoais de cancro da mama, devem consultar o seu médico que julgará da oportunidade, de efectuar mamografias com um tempo de repetição menor.

SIGA AS RECOMENDAÇÕES DO SEU MÉDICO. A MAMOGRAFIA NÃO É UM LUXO, PODE SALVAR-LHE A VIDA. O CANCRO DA MAMA DESENVOLVE-SE LENTAMENTE, GERALMENTE, NECESSITA DE 6 A 8 ANOS PARA ATINGIR UM TAMANHO DE 1cm. POR ISSO QUANTO MAIS PEQUENO E MAIS LOCALIZADO MELHOR SERÃO AS POSSIBILIDADES DE CURA.


Auto-Exame da mama

O que é o Auto-Exame?

É o exame efectuado pela própria mulher, que conhecendo bem todas as particularidades das suas mamas, lhe permite uma melhor apreciação das alterações que decorrerão no decurso da sua vida.

Quando fazer?

Faça o auto-exame uma vez por mês.
A melhor ocasião é na primeira semana após o ciclo menstrual, altura em que há menor tensão mamária. Para as mulheres já na menopausa ou que tenham sido submetidas a uma operação ao útero ou ovários, o auto-exame deve ser feito no mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15.

O que procurar?

Diante do espelho:

» Deformações ou alterações do formato das mamas
» Abaulamentos ou refracções
» Fenda à volta do mamilo

No banho ou deitada:

» Caroços nas mamas ou axilas
» Secreções pelos mamilos

Como examinar as suas mamas?

Diante do espelho:
Eleve e abaixe os braços.
Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou refracções.

Durante o banho:
Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila.
Faça o mesmo na mama esquerda.

Deitada:
Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita.
Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parte externa da mama esquerda com os dedos da mão direita.

Atenção:
Caso encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que é importante procurar o seu médico, quanto mais cedo melhor!
Além disso nas consultas de rotina, peça ao seu médico assistente para que examine também as suas mamas."

Fonte: GAER - Instituto Médico de Radiologia Clínica
Data: 2005-12-27