É só mais um bocadinho!
Linha Cancro - 808 255 255
Segunda-feira, Julho 13, 2009
A terapia da Tila comprovada cientificamente...!
Um estudo da Escola de Psicologia da Universidade Keele, na Inglaterra, publicado pela revista NeuroReport, revelou que dizer palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física.
Segundo a BBC Brasil, o estudo, dirigido pelo psicólogo Richard Stephens, foi feito com 64 voluntários que colocaram as mãos dentro de baldes de água cheios de gelo, enquanto diziam uma asneira à sua escolha. Na segunda parte do teste, os voluntários repetiram a experiência, mas em vez do palavrão tinham que escolher uma palavra usada normalmente para descrever uma mesa.
Segundo os resultados, os voluntários suportavam mais 40 segundos quando diziam palavrões e também sentiam menos dor.
No entanto, o ritmo cardíaco aumentava na primeira fase do teste. Os cientistas acreditam que esse facto se deve ao aumento da agressividade, o que por sua vez, diminuía a sensação de dor.
«O uso dos palavrões existe há séculos e é quase um fenómeno linguístico humano universal», afirmou Stephens. Dizer palavrões não provoca apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar porque é que «o uso dos palavrões» persiste.
«Os palavrões mexem com o centro emocional do cérebro e parece crescer no lado direito do cérebro, enquanto que a maior parte da produção linguística ocorre do lado esquerdo. A nossa pesquisa mostra uma potencial razão para o aparecimento dos palavrões, e porque é que eles persistem até hoje», referiu o psicólogo.(in PortugalDiário online)
Quinta-feira, Julho 09, 2009
Y E S ! ! !
A Lurdes já está em casa! Toma, incha porco!
Terça-feira, Julho 07, 2009
O Huguinho e a Filipa
O Huguinho tem 21 ou 22 anos. Namora com a Diana. São estudantes.
(E agora a seguir, viria o cliché habitual: são jovens, têm a vida toda pela frente, ainda mal começaram a viver, blá blá blá... Aquelas coisas que se dizem sempre dos jovens (dizem os mais velhos, claro!) como se os jovens fossem todos iguais... Nós, os mais velhos, quando éramos jovens, achávamo-nos diferentes de todos os outros e os mais velhos também insistiam em nos colocar num grupo homogéneo a que chamavam “vocês, os jovens...”. Ai... Como a história tristemente se repete...
Bom, mas isto foi um aparte.)
Quero só dizer que o Huguinho é um jovem como os outros, mas com uma experiência mais pesada: um cancro nos ossos. Anda a fazer quimioterapia e foi hoje proceder à recolha de medula para um posterior auto-transplante. Está careca, mas confiante. A Diana está ao lado dele e as amigas da Faculdade estão ao lado da Diana e do Huguinho.
Agora a Filipa. Tem 29 anos e um carcinoma na mama. Está a começar o processo. Vai iniciar-se com a quimio e só depois a cirurgia. As dúvidas são as do costume. As mesmas que nós tivemos. A mesma angústia, o mesmo medo. Mas também a mesma esperança e a mesma vontade de dar luta ao problema até estar resolvido.
Haverá quem faça cara de consternação e diga: ah, coitados... São tão novos...
E são, de facto. Mas, acima de tudo, são corajosos.
Quem é que falou em geração rasca??? Rasca é este bicho que não deixa o pessoal em paz...
Domingo, Julho 05, 2009
Notícias da Lurdes
Não tenho postado aqui, mas tenho falado com a Lurdes e as coisas estão a correr bem lá no aquário. Houve uma infecção urinária que ficou resolvida com antibióticos. Agora, já está na rampa ascendente. O nível mais baixo de defesa já passou e os valores já começaram a subir. É uma questão de tempo e ela está cá fora.E vai correr tudo bem!Beijinhos
Update: A Lurdes vomitou esta noite e teve febre, mas já se sente melhor e a temperatura já estabilizou. Agora está a coca-cola... :op
Quinta-feira, Julho 02, 2009
O Caderno de Saramago
"... Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo."
(Retirado do blog: http://caderno.josesaramago.org/ de José Saramago (sou, incondicionalmente, fã!!!)
... esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo... o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido... (e não é que ele, com aquela idade, ainda brinca... com as palavras)
Quarta-feira, Julho 01, 2009
O Rui e a mãe
O Rui deixou um comentário no post anterior e remete-nos para o seu blog: Nem vou comentar o blog de tal maneira este Rui (que tem 18 anos e escreve bem e com a alma) me tocou. Transcrevo o seu último post e peço-vos que passem lá e leiam. Só isso. Acompanhei a minha mãe o dia inteiro e as situações desesperantes sucederam-se. Primeiro paramos em Boticas para falar com o médico de família como ela previra. Quando saiu do consultório notei os seus olhos húmidos de lágrimas e explicou-me que ele a encaminhara de imediato para o IPO (instituto Português de Oncologia) onde irá fazer uma biopsia para perceber quão grave é o que tem no peito. Isto porque segundo o médico acha que o caroço é tão grande que não pode ser nada de bom. O mundo caiu-me aos pés. Dentro de mim penso que tinha ainda uma vaga esperança de que o inchaço fosse algo banal, sem importância mas esta constatação por parte do médico de que algo se passa assusta-me profundamente. Na viagem entre Boticas e Chaves choramos os dois. Não aguentei mais como ontem. Afinal de contas comecei a ter consciência do que se estava a passar na minha vida, na vida da minha mãe, de como as coisas mudaram de uma forma tão abrupta. Ela contou-me que já encontrara o caroço há muito tempo mas que não dissera nada por medo. Claro que pensei em insulta-la por ter feito isso mas quando me explicou que apenas o fizera por nossa causa, por causa de toda a família, para não estragar todos os meus sonhos, para não estragar a infância da Rita (a minha irmã de apenas oito anos) e para que ninguém sofresse por ela, não aguentei e chorei, pouco, apesar de ser minha vontade chorar horas a fio.
Em chaves fomos fazer algumas compras… pijamas, materiais de higiene… segundo ela para levar para o hospital se for preciso. Eu acompanhei-a, calado, sem coragem para falar, apenas pensando na situação por que iríamos passar se confirmasse um cancro. Aqueles gestos, o facto de ela estar a comprar tudo aquilo como se soubesse de facto o que lhe ia acontecer deixou-me de rastos, como se toda a esperança que eu sentira no dia anterior me tivesse abandonado finalmente.
Fomos visitar o ortopedista para saber o que se passa com o ombro. Ele disse-lhe que tinha o braço demasiado frágil e que deveria entrar de baixa no emprego de imediato e que talvez as dores que sentira lhe viessem de facto da mama. Terá que fazer uma ressonância magnética para saber o que se passa e a única coisa que peço neste momento é que não seja nada de grava porque já chega a dor que estou a sentir por saber o que se passa no seu peito.
Regressamos a Boticas para uma dura tarefa: a minha mãe contou ao meu pai o que se passa no seu peito. Ela chorou revoltada, ele não. Não é homem de chorar por fora, mas sei que por dentro ficou tão aterrorizado como eu. Afigurou-se-lhe com certeza a possibilidade de perder a mulher de 19 de casamento, tal como a mim se me afigura a cada momento perder a minha mãe, a mulher mais importante de minha vida ao longo destes 18 anos de idade que em retrospectiva me sabem a tão pouco.
Tive de tratar do jantar, da louça, porque ela está proibida de mexer com o braço. Serve para me habituar caso ela vá para o hospital. Mandei uma mensagem á minha tia arlete para que telefonasse e ela assim fez. Falou com a minha mãe que lhe contou o que se passa. Não pude evitar chorar mais uma vez, no meu quarto, ao perceber a inevitabilidade do inferno que vamos viver. Também contei ao meu tio augusto. É algo que temos de fazer, ficar todos ao corrente do que vamos viver. Todos ficaram chocados com a situação, mas nem todos estão informados ainda.
A nossa vida vai mudar. Foi isto que me disse a minha mãe e eu sei que é verdade. O meu sonho de ir para a universidade está em perigo, eu sei, mas não me importo. Neste momento só quero saber das melhoras da minha mãe. Sofro pela minha irmã que, inocente, se passeia pela casa cantando e dançando de pura alegria por ter entrado de féria há pouco tempo. É natural e fico feliz por perceber que a sua inocência não a deixa perceber que algo de muito mau se passa com a sua mãe que ela constantemente diz amar com ternura. Estou a chorar ao escrever isto e era assim que queria ficar para sempre… a chorar para expulsar esta mágoa que sinto, este medo que tenho de perder a minha querida e amada mãe.
Terça-feira, Junho 30, 2009
Viver na assimetria...
Este título foi inspirado num post (aliás, excelente post! como habitualmente) da Imel: http://imel-almamater.blogspot.com/ que chama a atenção para o grave problema das listas de espera. Neste caso, as listas de espera para a cirurgia de reconstrução. Nem vale a pena dizer nada em relação a isso, de tal maneira o problema fala por si... Mas vale a pena continuar a gritar que a situação tem que mudar!
Mas a inspiração do seu post para o meu foi mesmo o título. Felizmente, não me incluo no grupo das pessoas que esperam e desesperam por uma reconstrução. Mas já me incluo nas que vivem na assimetria. Na assimetria do pêndulo que marca um ritmo desconhecido, regular, de reflexo de um ordem estabelecida por leis eternas e irrevogáveis. Mas assimétricas.
Que busca inserir-se na normalidade (no lado direito), mas que revela a insanidade (no lado esquerdo). Desilusão. Assimétrica.
Que cala a vontade de partir porque quer ficar, mas que não fica porque não consegue calar o que a faz partir. Viagem depressiva. Assimétrica.
Que oscila entre o que tem para dizer e a vontade de não dizer coisa nenhuma. Supremo cansaço. Assimétrico.
Tenho dois hemisférios.Serão também eles assimétricos?
Domingo, Junho 28, 2009
Congratulations, sweet Serena!
Nós fomos!
Sexta-feira, Junho 26, 2009
www.oncologiapediatrica.org
PARABÉNS, Guiduxa!!!!
Ultíssima hora: Os exames do Caden estão bem!!! NED (No Evidence of Disease) - Obrigada! Troquei mensagens com a Lurdes que diz estar melhor, sem vomitar e sem cólicas. E está serena. Obrigada! Hoje é um dia abençoado!
Última hora: Fui almoçar com a Isalenca. Estivemos numa esplanada, comemos muito bem, falámos imenso e bebemos um copo por estas nossas cachopas que hoje estão de parabéns: uma porque faz anos e a outra porque está toda boa! Também fizémos um brinde pelo Caden que está a fazer exames neste momento, mas que vão estar como se pretende: NED! Tchim! Tchim!
YES!!! Boa, Maísa!

Hoje fui à consulta com a clínica geral, para acompanhamento da sinusite. Tudo ok! Nada de sinusite. E já que estava lá, procurei o ginecologista-cirurgião, na tentativa de antecipar a consulta que estava marcada para o dia 30. Lá estava ele, tranquilão, receptivo, concordou em me atender. Foi direito ao resultado da análise patológica: 15 linfonodos pélvicos direitos, livres de neoplasia; 8 linfonodos pélvicos esquerdos, livres de neoplasia; 17 linfonodos paraórticos, livres de neoplasia; lavado peritoneal, negativo para células malignas; vesícula biliar, livre de neoplasia. Os médicos também ficam felizes!!! I'm free! Livre do câncer!
Chamou-me magrela, examinou a barriga, um pouco distendida, as coxas e virilhas. Há alguns linfonodos inflamados nas virilhas, mais evidentes do lado direito, mas é o corpo tentando se ajustar ao novo formato (afinal, foram muitas perdas!), as coxas também continuam dormentes, receitou uns remedinhos e drenagem linfática dos pés até aos joelhos (somente) e a partir da próxima semana posso voltar a caminhar (para manter o peso, segundo ele). Retorno em agosto, quando, então, ele poderá me liberar para a musculação e hidroginástica.
Aguardem-me, vou virar top model! Ahahahahahahahahaha...
Sabem o que ele me disse após terminar os exames? "Agora que tudo acabou, faça uma viagem à Europa". Céus, nunca falei-lhe desse meu sonho! Quando setembro vier, quem sabe?!Feliz! Feliz! Feliz! Precisava vir aqui dividir essa felicidade com vocês, que me acompanham com amizade e carinho já há algum tempo. Que me deram forças, enviaram energias positivas, ficaram na torcida... Desejo o melhor para todos! Aceitem meu abraço apertado, sincero, meu beijo afetuoso de amizade e agradecimento. E comemorem a nossa vitória!
Retirado do blog da Maísa:
Quinta-feira, Junho 25, 2009
E agora o que vai ser de mim...?
Em primeiro lugar, para todas as grandes Mulheres deste blog, a maior força e sorte deste mundo.Cheguei aqui por acaso ao escrever "e agora o que vai ser de mim".Este é talvez o titulo do livro que espero publicar em breve, com o conteudo do site oncologiapediatrica.org. "e agora o que vai ser de mim".foi a frase dita pela minha filha, minutos antes de entrar em coma."e agora o que vai ser de mim".deve ser a frase mais dita por quem começa esta louca batalha pela sobrevivencia.Para muitas mulheres, a maioria (?) uma batalha solitária.De voces, grandes lutadores, como foi a minha filha Joana, espero um depoimento para incluir no livro, umas linhas de esperança para as novas lutadoras.Talvez o desenvolvimento da frase que vai servir de titulo, seja um bom ponto de partida.
A receita integral do livro será para a Acreditar.
Obrigado por me terem lido.Pedro Bellomovel: 916852874
Comigo já conta!
Quarta-feira, Junho 24, 2009
Corrida Vencer o Cancro
A União Humanitária dos Doentes com Cancro, em parceria com a Sports High Performance, vai realizar a 1ª edição da Corrida Vencer o Cancro, no dia 27 de Junho de 2009, às 20h00, no Parque das Nações, em Lisboa.
A Corrida Vencer o Cancro tem como objectivo mobilizar todo o país contra o cancro, unindo todos os portugueses e entidades (oficiais e empresas públicas e privadas), para que, de alguma forma, todos adiram a esta nobre causa, quer através da participação na corrida, quer através da sua divulgação ou da oferta de apoios e de donativos.
Inserida no âmbito das comemorações do 10º aniversário da União Humanitária dos Doentes com Cancro, a Corrida Vencer o Cancro é uma corrida de solidariedade, não competitiva, de âmbito nacional.
A Corrida Vencer o Cancro é aberta a toda a população: doentes com cancro e seus familiares, sobreviventes da doença e pessoas saudáveis que, através da sua participação, simbolicamente, expressam assim publicamente a sua solidariedade a todos os doentes com cancro e exortam a comunidade científica a prosseguir a investigação contra o cancro.
A Corrida Vencer o Cancro tem como lema ‘Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós’, que sintetiza a extrema importância da população ter uma postura activa face à doença, como forma de diminuir os índices de mortalidade do cancro.
Para mais informações ou inscrição, os interessados devem contactar o tel.: 969671779 ou o site http://www.vencerocancro/ .
Terça-feira, Junho 23, 2009
A Lurdes
Já vos falei sobre a Lurdes. Tem um linfoma e, neste momento, está fechada no "aquário" a fazer o autotransplante. Tem passado bem e no domingo mandou-me uma sms a dizer que estava connosco no coração e que se tinha vestido toda de rosa (incluindo os chinelos!!!) para também comungar do nosso espírito Rosa Esperança.
Querem mais provas de que este espírito chega a todo o lado???!
Um grande beijinho para a Lurdes. Vê lá se te despachas que isto cá fora está giríssimo...!
Eu vou dando notícias dela.
Segunda-feira, Junho 22, 2009
Fim-de-semana...
Acho que vai ser preciso mais um fim-de-semana (ou mesmo férias) para descansar deste fim-de-semana...
No sábado, aquele dia ameno com 39ºC, foi o aniversário do meu sogro. O Pai Zé fez uns magníficos 89 anos (sem doenças a assinalar, com a cabecinha toda no lugar e um acelera do pior...) e resolvemos fazer um lanchinho na nossa cubata que fica numa das zonas mais quentes do país. Boa escolha! Lá foram cunhados e cunhadas e, obviamente, o aniversariante e sua cara-metade. Fomos combatendo a canícula como pudemos e, para o fim do dia, já se respirava melhor e até deu para estar sentado num banquinho à porta de casa – coisa típica das aldeias.
Antes, porém, ainda demos a volta à vila no Jaguar do meu cunhado e tirámos fotos só para meter nojo aos leitores deste blog, especialmente à Gosma! Vejam:
No dia seguinte, levantámos cedo rumo a Fátima, não sem antes fazermos o farnel, aprontarmos a manta e enchermos a geleira com bebidas fresquinhas. Fresquinho era tudo o que não estava em Fátima! Calor até mais não...
Foi emocionante ouvir o nosso nome no recinto, durante a missa: “Connosco temos também o Movimento Rosa Esperança no seu primeiro Encontro Nacional” (Obrigada, Cinda, pela diligência!).
Lugar especial, dia especial (Solstício de Verão) e... sei lá... Movimento especial.
As amigas foram aparecendo, umas já conhecidas, outras que se adivinharam e outras ainda que foram uma surpresa. Uma delas foi a Maria da Conceição, que escreveu neste blog há 3 anos e que de imediato “reconheci”. E muitas, muitas. Dezenas de pessoas foram conviver connosco apesar do calor e ficaram para o picnic na Pia do Urso – um lugar lindíssimo que se recomenda vivamente.
Quando chegámos a casa, estava completamente esparramada. Foi só comer uma frutinha e ó-ó, que a idade já não dá para estas coisas...
A logística terá que ser afinada numa próxima iniciativa. O Movimento cresce, espalha-se e com esse crescimento também crescem as responsabilidades ao se organizar um evento desta dimensão. O Rosa Esperança fará melhor para a próxima!
PARABÉNS!
Esta menina faz hoje aninhos. Se bem que seja muito parva e esteja de férias, quero deixar-lhe um grande beijinho, votos de um dia feliz e uma vida longa e saudável para ela e família.
Beijocas, Linda.
Ah, para quem não saiba, esta menina é a Isa de Beja, uma das mais catitas alentejanas que se conhece (junto com a Carla e a Carminho...).
Quinta-feira, Junho 18, 2009
Movimento ROSA ESPERANÇA - 1º Encontro

Lembro que é já no próximo Domingo, dia 21 de Junho...!
Esta iniciativa, que se pretende venha a repetir-se todos os anos, tem como objectivo unir e apresentar mulheres, de todo o país, a outras que, como elas, viram o cancro entrar nas suas vidas.
Queremos que este 1º encontro seja o mais participado possível, pelo que cabe a cada um de nós passar esta mensagem. Este movimento é alargado a todos os amigos, conhecidos e/ou familiares que entendam este tipo de iniciativas. Dia 21 de Junho ninguem deve ficar em casa! Às 10.00h todos devemos entrar no recinto do Santuário de Fátima trajados de branco e rosa, pois só assim conseguiremos inundar Portugal de Rosa Esperança.
Todsos juntos nunca seremos demais a lutar por esta causa...!
Quarta-feira, Junho 17, 2009
Blog do Movimento Rosa Esperança

Tal como dito na cabeçalho, este blog pretende ser um ponto de encontro: "Rosa Esperança é um movimento que dá voz e rosto a tantas mulheres que, em silêncio, ou não, lutam dia após dia contra o cancro da mama. Todos juntos, nunca seremos demais para falar desta causa, para partilhar, ouvir e ajudar quem luta contra esta doença e de nós precisa. O "Movimento Rosa Esperança" quer inundar Portugal de vida, alegria, esperança. Quer devolver o Glamour a todas as Mulheres que estão ainda a percorrer a sua caminhada."
Feito por nós para nós e para vós.
Pela Vida. Pela Alegria. Pela Esperança.
Procure-nos...! http://movrosaesperanca.blogspot.com/
Terça-feira, Junho 16, 2009
Noivas no Youtube...!
Segundo a BBC Brasil, o estudo, dirigido pelo psicólogo Richard Stephens, foi feito com 64 voluntários que colocaram as mãos dentro de baldes de água cheios de gelo, enquanto diziam uma asneira à sua escolha. Na segunda parte do teste, os voluntários repetiram a experiência, mas em vez do palavrão tinham que escolher uma palavra usada normalmente para descrever uma mesa.
Segundo os resultados, os voluntários suportavam mais 40 segundos quando diziam palavrões e também sentiam menos dor.
No entanto, o ritmo cardíaco aumentava na primeira fase do teste. Os cientistas acreditam que esse facto se deve ao aumento da agressividade, o que por sua vez, diminuía a sensação de dor.
«O uso dos palavrões existe há séculos e é quase um fenómeno linguístico humano universal», afirmou Stephens. Dizer palavrões não provoca apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar porque é que «o uso dos palavrões» persiste.
«Os palavrões mexem com o centro emocional do cérebro e parece crescer no lado direito do cérebro, enquanto que a maior parte da produção linguística ocorre do lado esquerdo. A nossa pesquisa mostra uma potencial razão para o aparecimento dos palavrões, e porque é que eles persistem até hoje», referiu o psicólogo.
(E agora a seguir, viria o cliché habitual: são jovens, têm a vida toda pela frente, ainda mal começaram a viver, blá blá blá... Aquelas coisas que se dizem sempre dos jovens (dizem os mais velhos, claro!) como se os jovens fossem todos iguais... Nós, os mais velhos, quando éramos jovens, achávamo-nos diferentes de todos os outros e os mais velhos também insistiam em nos colocar num grupo homogéneo a que chamavam “vocês, os jovens...”. Ai... Como a história tristemente se repete...
Bom, mas isto foi um aparte.)
Quero só dizer que o Huguinho é um jovem como os outros, mas com uma experiência mais pesada: um cancro nos ossos. Anda a fazer quimioterapia e foi hoje proceder à recolha de medula para um posterior auto-transplante. Está careca, mas confiante. A Diana está ao lado dele e as amigas da Faculdade estão ao lado da Diana e do Huguinho.
Agora a Filipa. Tem 29 anos e um carcinoma na mama. Está a começar o processo. Vai iniciar-se com a quimio e só depois a cirurgia. As dúvidas são as do costume. As mesmas que nós tivemos. A mesma angústia, o mesmo medo. Mas também a mesma esperança e a mesma vontade de dar luta ao problema até estar resolvido.
Haverá quem faça cara de consternação e diga: ah, coitados... São tão novos...
E são, de facto. Mas, acima de tudo, são corajosos.
Quem é que falou em geração rasca??? Rasca é este bicho que não deixa o pessoal em paz...
Em chaves fomos fazer algumas compras… pijamas, materiais de higiene… segundo ela para levar para o hospital se for preciso. Eu acompanhei-a, calado, sem coragem para falar, apenas pensando na situação por que iríamos passar se confirmasse um cancro. Aqueles gestos, o facto de ela estar a comprar tudo aquilo como se soubesse de facto o que lhe ia acontecer deixou-me de rastos, como se toda a esperança que eu sentira no dia anterior me tivesse abandonado finalmente.
Fomos visitar o ortopedista para saber o que se passa com o ombro. Ele disse-lhe que tinha o braço demasiado frágil e que deveria entrar de baixa no emprego de imediato e que talvez as dores que sentira lhe viessem de facto da mama. Terá que fazer uma ressonância magnética para saber o que se passa e a única coisa que peço neste momento é que não seja nada de grava porque já chega a dor que estou a sentir por saber o que se passa no seu peito.
Regressamos a Boticas para uma dura tarefa: a minha mãe contou ao meu pai o que se passa no seu peito. Ela chorou revoltada, ele não. Não é homem de chorar por fora, mas sei que por dentro ficou tão aterrorizado como eu. Afigurou-se-lhe com certeza a possibilidade de perder a mulher de 19 de casamento, tal como a mim se me afigura a cada momento perder a minha mãe, a mulher mais importante de minha vida ao longo destes 18 anos de idade que em retrospectiva me sabem a tão pouco.
Tive de tratar do jantar, da louça, porque ela está proibida de mexer com o braço. Serve para me habituar caso ela vá para o hospital. Mandei uma mensagem á minha tia arlete para que telefonasse e ela assim fez. Falou com a minha mãe que lhe contou o que se passa. Não pude evitar chorar mais uma vez, no meu quarto, ao perceber a inevitabilidade do inferno que vamos viver. Também contei ao meu tio augusto. É algo que temos de fazer, ficar todos ao corrente do que vamos viver. Todos ficaram chocados com a situação, mas nem todos estão informados ainda.
A nossa vida vai mudar. Foi isto que me disse a minha mãe e eu sei que é verdade. O meu sonho de ir para a universidade está em perigo, eu sei, mas não me importo. Neste momento só quero saber das melhoras da minha mãe. Sofro pela minha irmã que, inocente, se passeia pela casa cantando e dançando de pura alegria por ter entrado de féria há pouco tempo. É natural e fico feliz por perceber que a sua inocência não a deixa perceber que algo de muito mau se passa com a sua mãe que ela constantemente diz amar com ternura. Estou a chorar ao escrever isto e era assim que queria ficar para sempre… a chorar para expulsar esta mágoa que sinto, este medo que tenho de perder a minha querida e amada mãe.
Que busca inserir-se na normalidade (no lado direito), mas que revela a insanidade (no lado esquerdo). Desilusão. Assimétrica.Última hora: Fui almoçar com a Isalenca. Estivemos numa esplanada, comemos muito bem, falámos imenso e bebemos um copo por estas nossas cachopas que hoje estão de parabéns: uma porque faz anos e a outra porque está toda boa! Também fizémos um brinde pelo Caden que está a fazer exames neste momento, mas que vão estar como se pretende: NED! Tchim! Tchim!

A receita integral do livro será para a Acreditar.
Obrigado por me terem lido.
A União Humanitária dos Doentes com Cancro, em parceria com a Sports High Performance, vai realizar a 1ª edição da Corrida Vencer o Cancro, no dia 27 de Junho de 2009, às 20h00, no Parque das Nações, em Lisboa. A Corrida Vencer o Cancro tem como objectivo mobilizar todo o país contra o cancro, unindo todos os portugueses e entidades (oficiais e empresas públicas e privadas), para que, de alguma forma, todos adiram a esta nobre causa, quer através da participação na corrida, quer através da sua divulgação ou da oferta de apoios e de donativos.
Inserida no âmbito das comemorações do 10º aniversário da União Humanitária dos Doentes com Cancro, a Corrida Vencer o Cancro é uma corrida de solidariedade, não competitiva, de âmbito nacional.
A Corrida Vencer o Cancro é aberta a toda a população: doentes com cancro e seus familiares, sobreviventes da doença e pessoas saudáveis que, através da sua participação, simbolicamente, expressam assim publicamente a sua solidariedade a todos os doentes com cancro e exortam a comunidade científica a prosseguir a investigação contra o cancro.
A Corrida Vencer o Cancro tem como lema ‘Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós’, que sintetiza a extrema importância da população ter uma postura activa face à doença, como forma de diminuir os índices de mortalidade do cancro.
Para mais informações ou inscrição, os interessados devem contactar o tel.: 969671779 ou o site http://www.vencerocancro/ .
Já vos falei sobre a Lurdes. Tem um linfoma e, neste momento, está fechada no "aquário" a fazer o autotransplante. Tem passado bem e no domingo mandou-me uma sms a dizer que estava connosco no coração e que se tinha vestido toda de rosa (incluindo os chinelos!!!) para também comungar do nosso espírito Rosa Esperança.Antes, porém, ainda demos a volta à vila no Jaguar do meu cunhado e tirámos fotos só para meter nojo aos leitores deste blog, especialmente à Gosma! Vejam:
Foi emocionante ouvir o nosso nome no recinto, durante a missa: “Connosco temos também o Movimento Rosa Esperança no seu primeiro Encontro Nacional” (Obrigada, Cinda, pela diligência!).
Lugar especial, dia especial (Solstício de Verão) e... sei lá... Movimento especial.
As amigas foram aparecendo, umas já conhecidas, outras que se adivinharam e outras ainda que foram uma surpresa. Uma delas foi a Maria da Conceição, que escreveu neste blog há 3 anos e que de imediato “reconheci”. E muitas, muitas. Dezenas de pessoas foram conviver connosco apesar do calor e ficaram para o picnic na Pia do Urso – um lugar lindíssimo que se recomenda vivamente.
Quando chegámos a casa, estava completamente esparramada. Foi só comer uma frutinha e ó-ó, que a idade já não dá para estas coisas...
A logística terá que ser afinada numa próxima iniciativa. O Movimento cresce, espalha-se e com esse crescimento também crescem as responsabilidades ao se organizar um evento desta dimensão. O Rosa Esperança fará melhor para a próxima!
Beijocas, Linda.
















